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Internacional

Exército do Irã diz aos EUA que não precisa de permissão para se desenvolver

23/05/2018 09h52

Teerã, 23 mai (EFE).- O chefe do Estado-Maior das forças armadas do Irã, o general Mohammad Hossein Bagheri, afirmou nesta quarta-feira que não necessita da permissão dos Estados Unidos para desenvolver suas capacidades militares.

"Hoje, as Forças Armadas (iranianas) estão no ápice de seu poder defensivo, assim como de preparação militar e de combate, e não vão esperar a permissão ou o sorriso de ninguém para desenvolver suas capacidades", disse o general ao parlamento da República Islâmica.

Bagheri reagiu assim às 12 condições anunciadas há dois dias pelo secretário de Estado americano, Mike Pompeo, entre as quais figuram o fim da proliferação de mísseis balísticos e do apoio iraniano a grupos como o libanês Hezbollah e o palestino Hamas.

"O regime americano, com as suas autoridades indignas de confiança que são marionetes dos sionistas, não se atreve a entrar em uma guerra direta com o Irã e, ao invés disso, tenta exercer pressão econômica sobre a nação iraniana", denunciou o general, segundo a agência "Tasnim".

Nesse sentido, Bagheri ressaltou que os EUA "carecem de capacidade para enfrentar a nação iraniana", já que não alcançaram "seus objetivos" de fortalecer o grupo terrorista Estado Islâmico (EI) na Síria e no Iraque, e de debilitar o grupo xiita libanês Hezbollah.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, afirmou hoje em reunião do Executivo que as declarações de Pompeo mostram que "a política externa dos EUA está em quebra".

"Os funcionários americanos foram sequestrados pelos grupos corruptos de intimidação", denunciou Zarif, em possível alusão à pressão que Israel e Arábia Saudita - os grandes rivais do Irã - exercem sobre Washington.

Além disso, o chefe da diplomacia iraniana insistiu que Pompeo repetiu acusações "antigas" contra Teerã, mas com "um tom mais forte e indecente".

Pompeo advertiu que os EUA vão impor "as sanções mais fortes da história" à República Islâmica para forçá-la a "mudar seu comportamento" se não aceitar suas condições.

As condições foram apresentadas pelo secretário depois que o presidente Donald Trump anunciou em 8 de maio que estava retirando os EUA do acordo nuclear de 2015, assinado entre o Irã e o G5+1 (EUA, R.Unido, Rússia, França e China, mais Alemanha).

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