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Internacional

Mais de 200 militares venezuelanos foram presos por "rebelião", diz opositor

23/05/2018 15h55

Caracas, 23 mai (EFE).- O deputado opositor e ex-presidente do parlamento da Venezuela, Julio Borges, disse nesta quarta-feira que na última semana foram presos mais de 200 oficiais da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) por "rebelião" e que militares cubanos "perseguem" e "torturam" jovens militares descontentes.

"Na última semana mais de 200 oficiais foram presos e detidos simplesmente porque se rebelaram; já não é uma questão de que há descontentamento nas forças armadas, é que há, a vozes abertas, uma rebelião, sobretudo dos jovens, contra o que está acontecendo no país", disse Borges em entrevista por telefone à emissora privada "Unión Radio".

O deputado, que se encontra atualmente em Washington, opinou que o que está acontecendo dentro da FANB "é um problema estrutural que não se detém com o garrote, com a repressão".

"Estão torturando jovens, estão perseguindo jovens militares e oficiais cubanos estão fazendo isso de maneira vergonhosa", denunciou, acrescentando que o processo de saída do poder do recém reeleito presidente Nicolás Maduro "já começou" e é "imparável".

Além disso, comentou que "todo o trabalho" que fez, junto com outros deputados do parlamento de maioria opositora, para "desmascarar" Maduro perante o mundo "continuará sendo feito".

Nesse sentido, lembrou que ele esteve à frente da delegação opositora que foi ao diálogo com o governo venezuelano na República Dominicana no início deste ano e que se negou a assinar o acordo "que era uma fraude completa para o país".

Este acordo, no qual se incluíam as condições das partes para participar das eleições presidenciais que finalmente aconteceram no domingo passado, foi rejeitado pela parte opositora e foi argumento para não disputar esses pleitos e estimular a abstenção.

Por fim, destacou que o triunfo de Maduro nas eleições de domingo com os mais altos índices de abstenção "deixou em total evidência que na Venezuela o que se vive é uma ditadura completa".

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