Advogado do presidente dos EUA se reuniu com oligarca russo na Torre Trump

Washington, 25 mai (EFE).- O advogado Michael Cohen, advogado pessoal do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manteve um encontro com um oligarca russo na torre do magnata em Nova York durante o período de transição entre a Administração de Barack Obama e a do agora líder, informaram nesta sexta-feira os veículos de imprensa locais.

Cohen se reuniu com o oligarca russo Viktor Vekselberg, interrogado na investigação da trama russa e sancionado recentemente pelos Estados Unidos, justo antes que ocorrer a posse de Trump, em 9 de janeiro de 2017, segundo um vídeo ao qual tiveram acesso veículos de imprensa americanos.

De acordo com o "The New York Times", o encontro na Torre Trump de Manhatan foi seguido da assinatura de um contrato em termos de suposta consultoria jurídica no valor de US$ 1 milhão entre Cohen e a firma do primo de Vekselberg, Andrew Intrater, que também compareceu à reunião.

Tanto Vekselberg como Intrater foram interrogados pelo FBI sobre os seus vínculos com os pagamentos feitos a Cohen, assim como doações no valor de US$ 300 mil para o Comitê Nacional Republicano, entre outros fins, afirmou a "CNN".

Intrater garantiu que um dos temas abordados na reunião foi a necessidade de reforçar as relações entre EUA e Rússia sob o então incipiente Governo de Trump.

Também relatou que ambas as partes tinham acordado repetir o encontro, o segundo de um total de três, durante a própria posse do magnata e rejeitou que Vekselberg tivesse algum envolvimento no contrato assinado com Cohen.

A reunião aconteceu depois que o filho de Trump, Donald Trump Junior, se reuniu no mesmo local com uma advogada russa vinculada ao Kremlin.

Segundo veículos de imprensa americanos, Cohen também recebeu pagamentos da AT&T, da gigante farmacêutica suíça Novartis e da companhia estatal aeroespacial sul-coreana Korea Aerospace Industries através da Essential Consultants, uma companhia do advogado.

Estas informações fazem parte em um contexto no qual o procurador especial para a chamada "trama russa", Robert Mueller, investiga a suposta coordenação entre o Kremlin e a campanha do agora líder nas eleições de 2016.

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