Duque diz que quer ser o presidente que vai unir a Colômbia

Bogotá, 27 mai (EFE).- O candidato uribista Iván Duque, o mais votado neste domingo no primeiro turno das eleições da Colômbia, afirmou que quer ser o presidente que una o país e agradeceu os mais de 7,5 milhões de cidadãos que lhe deram "um voto de confiança".

Duque fez essas declarações em discurso para seus simpatizantes em Bogotá.

O candidato uribista conseguiu 39,14% dos votos e enfrentará no dia 17 de junho no segundo turno o esquerdista Gustavo Petro, que obteve mais de 4,85 milhões de votos, o que representa 25,09% do total.

Nesse sentido, Duque convidou Petro a ter uma campanha na qual possam "debater com clareza".

"Quero lhe dizer que estamos prontos para o confronto de ideias e propostas, que estamos prontos a dar para a Colômbia um debate com altura onde possamos mostrar nossas diferenças", disse Duque, acompanhado de sua companheira de chapa, Marta Lucía Ramírez, assim como por sua esposa María Juliana e seus três filhos.

O candidato, que foi interrompido várias vezes por aplausos dos seus correligionários, arrancou uma ovação geral quando agradeceu o apoio do líder do Centro Democrático, o ex-presidente Álvaro Uribe, que esperou os resultados em seu sítio na cidade de Rionegro, próxima a Medellín.

Ele também se referiu aos outros candidatos presidenciais, a quem enviou os primeiros sinais para possíveis alianças ao dizer-lhes que nunca foram nem serão seus inimigos.

Sobre Sergio Fajardo, que terminou em terceiro lugar com 23,73% dos votos, Duque afirmou que ele levantou temas de campanha importantes para o país como a educação.

"Estamos em sintonia com ele na ideia de trabalhar na educação, na ética e em um grande sentido de colaboração cívica", afirmou o uribista.

Ao liberal Humberto de la Calle, quinto com 2,06%, expressou o seu respeito apesar das diferenças que têm e que foram vistas nos "espaços de debate".

"Mas também reconheço sua contribuição à campanha de temas tão importantes como a saúde e os direitos das minorias étnicas", acrescentou Duque.

O candidato avaliou, além disso, as propostas de campanha do ex-vice-presidente Germán Vargas Lleras, como cultura e esporte.

Por outro lado, Duque assegurou que neste domingo ficou demonstrado que "há uma nova geração", que faz parte de 73% dos colombianos que tem menos que 45 anos e que querem fazer "política com decência".

"Chegou o momento de uma nova geração e tenho certeza de que juntos vamos dar à Colômbia esse caminho de ser esse país grande", disse Duque.

Sobre o acordo de paz assinado em novembro de 2016 pelo Governo e a guerrilha das Farc e do qual seu partido, o Centro Democrático, foi um ferrenho opositor, disse que não quer fazê-lo "em pedacinhos".

"Temos que ser amáveis, grandes e generosos com essa base guerrilheira que transita para a desmobilização, desarmamento e reinserção, mas temos que garantir que os máximos responsáveis de verdade não reincidam, reparem as vítimas e digam a verdade", concluiu Duque.

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