Presidente italiano diz que rejeitou ministro de Economia e tomará decisões

Roma, 27 mai (EFE).- O presidente da Itália, Sergio Mattarella, revelou neste domingo sua oposição a que o eurocético Paolo Savona, de 81 anos, fosse ministro de Economia por conta de suas posições contra o euro e as consequências que isso teria nos mercados.

Mattarella, que anunciou que logo tomará decisões, falou com a imprensa depois que o jurista Giuseppe Conte, indicado pela ultradireitista Liga Norte e pelo antissistema Movimento 5 Estrelas, recusou a incumbência de formar um governo.

"A designação do ministro de Economia é uma mensagem imediata e de confiança aos operadores financeiros", declarou Matterella.

"Pedi que fosse um membro da maioria ou um expoente que não tivesse uma posição como a manifestada, que poderia provocar a saída da Itália do euro, que é muito diferente de uma tentativa de mudar a Europa e de melhorá-la do ponto de visa italiano", salientou o presidente.

Mattarella também assegurou em comunicado que nos dois meses transcorridos desde que se realizaram as eleições "fez de tudo para que nascesse um governo".

Além disso, ressaltou que "deu todo o tempo" à Liga e ao M5S para que redigissem seu programa, apesar de serem dois partidos que não se apresentaram juntos às eleições realizadas no último dia 4 de março.

Mattarella também indicou que "superou sua perplexidade" e aceitou a figura de Conte, um jurista independente de 54 anos, apesar de não ser uma pessoa escolhida no parlamento.

O presidente italiano também lembrou que tinha advertido à Liga e ao M5S que prestaria "máxima atenção" nos candidatos para ocupar alguns ministérios, uma vez que o chefe de Estado "tem um papel de garantia que não admite imposições e menos ainda em pastas como a de Economia".

O chefe de Estado se referia assim à figura do octogenário economista Savona, que tem se manifestado em várias ocasiões contrário ao euro e é, junto com outros 12 economistas, autor de um manual batizado como "Plano B" no qual descreve como sair da moeda única europeia.

Nesse sentido, Mattarella afirmou que esta candidatura e a incerteza perante a possibilidade de sair do euro "tinham alarmado os investidores italianos e estrangeiros".

Por fim, o presidente disse ter "tomado nota" do pedido para a realização de novas eleições que fizeram alguns partidos, como a Liga e o M5S, e afirmou que se reserva o direito a tomar uma decisão em breve.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

UOL Newsletter

Para começar e terminar o dia bem informado.

Quero Receber

UOL Cursos Online

Todos os cursos