EUA protestam por presidência síria na Conferência de Desarmamento da ONU

Genebra, 29 mai (EFE).- Os Estados Unidos deixaram clara a posição contrária à presidência da Síria na Conferência de Desarmamento da ONU nesta terça-feira, país que dirigirá este órgão durante as próximas quatro semanas de deliberações.

"É um dia triste e vergonhoso para esse órgão. É uma farsa que o regime sírio, que segue assassinando seu povo com armas proibidas pela Convenção sobre Armas Químicas, se atreva a presidir esta Conferência", disse o embaixador americano Robert Wood.

Wood pediu aos outros países que condenem o regime sírio por ter violado "de forma descarada" o direito internacional humanitário e " ter o agora o descaramento de presidir este órgão".

Wood afirmou que desse modo a Síria "mostra desprezo" pelo trabalho da Conferência de Desarmamento, já que ao longo dos sete anos de guerra civil "demonstrou que não tem nenhuma intenção de cumprir com suas obrigações internacionais ao seguir em posse e utilizar armas químicas".

O embaixador explicou que apesar de tudo isso, a delegação dos EUA não boicotará este período de sessões da Conferência de Desarmamento pela importância dos temas que serão tratados neste fórum, mas sua participação será muito limitada enquanto a Síria exercer a presidência.

Desta maneira, explicou o diplomata, os EUA poderão manter um olhar vigilante sobre a atuação da Síria e impedir que tente fazer progredir iniciativas que vão contra os interesses dos outros países.

"A nossa presença não significa apoio algum à Síria e nem lhe concede credibilidade em seu papel de presidente. De fato, é tudo o contrário, não podemos nos retirar e permitir que a Síria atue livremente", declarou.

Como gesto simbólico, Wood deixou seu assento quando, ao início da sessão, a Síria assumiu a presidência, para retornar unicamente para tomar a palavra em nome de seu país.

O diplomata americano seguiu o resto da sessão desde uma fila posterior de assentos, habitualmente destinados aos diplomatas que brindam apoio aos chefes de delegação.

Em nome de seus 28 estados membros, a UE deplorou que o "regime sírio assuma, embora somente por um mês, a presidência da Conferência de Desarmamento" por considerar que carece de legitimidade para assumir esta função.

Vários países ocidentais expressaram pontos de vista similares, enquanto outros como China, Rússia, Paquistão e Coreia do Norte, apoiaram a presidência síria e pediram aos outros países que não utilizem esta situação para "politizar" os trabalhos do órgão da ONU.

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