Sob pressão, governador renuncia nos EUA após escândalo sexual e polêmica eleitoral

Em Washington

  • Julie Smith/The Jefferson City News-Tribune via AP

    29.mai.2018 - Republicado Eric Greitens, governador do Missouri

    29.mai.2018 - Republicado Eric Greitens, governador do Missouri

O governador do estado do Missouri, o republicano Eric Greitens, anunciou nesta terça-feira a renúncia ao cargo, que será efetivada na próxima sexta-feira, depois da revelação de um escândalo sexual e de ser acusado de usar a lista de e-mails da própria ONG para solicitar doações para a sua campanha.

"Os últimos poucos meses foram de uma incrível dificuldade para mim, a minha família, a minha equipe, os meus amigos e para muita, muita gente que amo", disse Greitens em entrevista coletiva em Jefferson City.

"Esta dura experiência foi projetada para causar uma quantidade incrível de tensão na minha família. Não posso permitir que essas forças continuem causando dano e dificuldades às pessoas que amo", acrescentou. Mesmo assim, garantiu que este não é o final de sua batalha e que continuará lutando "pelo povo do Missouri".

No início deste mês parlamentar do Missouri foi anunciada a intenção de convocar uma sessão especial legislativa para estudar possíveis ações disciplinares contra Greitens.

Em fevereiro, Greitens foi acusado por um tribunal de invasão à privacidade por supostamente tirar uma fotografia de uma mulher nua sem consentimento. Greitens foi detido após a acusação e posteriormente posto em liberdade sem fiança.

O político admitiu que teve um caso extraconjugal em março de 2015, antes de ser eleito em 2016. A denunciante, cuja identidade não foi revelada, afirmou que Greitens tirou uma foto sua nua sem consentimento e depois a utilizou para fazer chantagem, de modo que a relação não viesse a público durante a campanha para ser eleito governador.

Casado e com dois filhos, Greitens se candidatou em 2016 como um homem de família e, após admitir o caso, pediu aos cidadãos do Missouri em comunicado conjunto com a esposa que o perdoassem por seu "erro pessoal".

Depois, se viu envolvido em outro caso no qual foi acusado de usar a própria ONG em benefício próprio através da manipulação de computadores para utilizar as listas de e-mails para a sua campanha eleitoral.

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