Harvey Weinstein é acusado formalmente de estupro e outros crimes sexuais

Nova York, 30 mai (EFE).- O produtor Harvey Weinstein foi acusado formalmente nesta quarta-feira de estupro e outros atos criminosos de índole sexual, segundo informaram fontes judiciais.

Weinstein tinha conhecido na sexta-feira passada as acusações que lhes foram imputadas, quando se entregou à polícia, mas restava ouvir a acusação formal e os crimes pelos quais seria processado judicialmente.

A acusação formal foi feita por um grande júri, segundo indicou a promotoria do distrito de Manhattan, que tramita o caso contra Weinstein, embora também esteja sendo investigado em Los Angeles e Londres.

O documento acusatório, segundo a promotoria de Manhattan, estabelece que será processado por estupro em primeiro e terceiro graus e atos criminosos sexuais em primeiro grau.

"A acusação formal coloca o acusado um passo mais perto de responder pelos crimes violentos pelos quais agora está acusado", afirmou o promotor do caso, Cyrus Vance.

Vance estava recebendo fortes pressões por não dar curso a uma primeira denúncia por assédio sexual que foi feita contra Weinstein em 2015 e, de fato, a promotoria geral do Estado de Nova York abriu uma investigação sobre estas críticas.

O promotor de Manhattan garantiu que o caso correrá nos tribunais, "onde corresponde", e não nos meios de comunicação, algo do que tem se queixado a equipe que defende Weinstein.

O produtor de Hollywood, de 66 anos, negou as acusações e afirmou, por meio dos seus advogados e porta-vozes, que as relações sexuais com as mulheres que o denunciaram foram consensuais.

Desde outubro do ano passado, quando estas denúncias começaram a ser publicadas, Weinstein foi acusado por dezenas de pessoas por cometer abusos e atos de assédio sexual.

O produtor optou por entregar-se à polícia na sexta-feira passada, e ficou em liberdade após pagar fiança, à espera da acusação formal.

Enquanto ficou detido, a promotoria de Manhattan anunciou que as acusações contra ele incluíam as de estupro e atos sexuais contra duas mulheres em 2004 e 2013 que não foram identificadas.

O caso de 2004 pode tratar-se da denúncia feita pela aspirante a atriz Lucia Evans, que garantiu que Weinstein a tinha obrigado a praticar sexo oral durante uma viagem de negócios.

O de 2013 se trata de uma denúncia por estupro de uma pessoa não identificada, que disse às autoridades que o produtor de Hollywood tinha abusado sexualmente dela no quarto de um hotel.

Weinstein tinha a oportunidade de falar hoje perante o júri acusatório, mas se recusou porque, segundo os seus advogados, não teve tempo para preparar-se e as autoridades judiciais negaram um possível adiamento dessa apresentação.

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