Papua Nova Guiné pretende fechar Facebook por um mês em todo o país

Em Sydney

  • Eranga Jayawardena/ AP

O governo da Papua Nova Guiné pretende fechar o Facebook durante um mês para investigar seus efeitos positivos e negativos na sociedade, o que lhe custou fortes críticas, segundo informações publicadas nesta quarta-feira (data local) pelos veículos de imprensa locais.

A suspensão temporária da rede social tem o objetivo de analisar e identificar os usuários que se escondem atrás de contas falsas, em um país com altas taxas de analfabetismo e tendência à superstição.

O diretor do Instituto de Assuntos Nacionais da Papua Nova Guiné, Paul Barker, descreveu o plano como um escárnio contra a mensagem promovida pela agenda do Fórum da Cooperação Econômica Ásia-pacífico (APEC, sigla em inglês), que este ano acontece na capital Porto Moresby e iria expor o país "ao ridículo".

"A reunião da APEC promove a era digital para ajudar as empresas, desenvolver economias e melhorar o bem-estar dos cidadãos dos países-membros", disse Barker ao jornal "PNG Post-Courier", que publicou na véspera os planos para o fechamento do Facebook.

O ministro das Comunicações, Sam Basil, justificou a medida referindo-se às preocupações com a distribuição de notícias falsas e pornografia, enquanto defensores da liberdade de expressão consideram que se trata de um projeto autoritário que pretende silenciar críticas contra o governo.

O Facebook calcula que há entre 600 mil e 700 mil usuários na Papua Nova Guiné, menos de 10% da população deste país do Pacífico, onde as redes sociais são utilizadas para discutir sobre política e denunciar casos de corrupção, entre outros temas.

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