EUA condenam violência do governo da Nicarágua e pedem diálogo

Washington, 31 mai (EFE).- Os Estados Unidos condenaram nesta quinta-feira a "resposta violenta do governo nicaraguense" às passeatas do Dia das Mães em Manágua e outras cidades do país, e pediram diálogo, através de "negociações pacíficas" para pôr fim à crise na nação centro-americana.

"Os EUA condenam a resposta violenta do governo nicaraguense às passeatas pacíficas do Dia das Mães em Manágua e outras cidades, incluindo ataques a mães que choravam a morte dos seus filhos desde que começaram os protestos em 18 de abril", afirmou a porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert.

Além disso, os EUA ressaltaram que, apesar da suspensão do diálogo liderado pela Igreja, apoiam a realização de negociações pacíficas para pôr fim à crise.

O governo americano também condenou "as agressões a jornalistas e ataques contra a televisão local e estações de rádio", e reiterou o apelo da comunidade internacional e dos nicaraguenses para que o governo do presidente Daniel Ortega "ordene à sua polícia e aos seus pistoleiros que detenham a violência, respeitem os direitos humanos e criem as condições para um caminho pacífico".

"As pessoas responsáveis por violações dos direitos humanos assumirão responsabilidades perante a comunidade internacional em fóruns internacionais", acrescentou Nauert.

Além disso, o governo dos Estados Unidos pediu uma investigação imediata do grupo interdisciplinar independente de analistas para investigar as mortes e a violência na Nicarágua, segundo o estipulado pelas autoridades nicaraguenses com a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).

A Nicarágua atravessa uma crise sociopolítica que deixou pelo menos 76 mortos desde 18 de abril, segundo a CIDH, 83 segundo a Anistia Internacional (AI), e 85 de acordo com a Comissão da Verdade, Justiça e Paz nicaraguense.

As 15 pessoas que morreram nesta última onda de protestos, entre ontem e a madrugada de hoje, segundo dados do Ministério da Saúde nicaraguense, situam o número total em cerca de 100 mortos.

A crise teve como detonante diversas manifestações contra reformas na seguridade social promovidas por Ortega, mas continuaram mesmo depois que foram revogadas devido à violência da repressão, que foi constatada e condenada pela CIDH e pela Anistia Internacional.

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