Assad prepara-se para dissolver milícias leais ao Exército sírio, diz ONG

Cairo, 1 jun (EFE).- O Governo do presidente sírio, Bashar Al-Assad, se prepara para ordenar a dissolução das milícias nacionais e estrangeiras que apoiam seu Exército, informou nesta sexta-feira a ONG Observatório Sírio de Direitos Humanos.

O decreto que está sendo preparado por Assad, segundo a ONG, corresponde a uma pedido de Moscou, formulado durante um encontro com o presidente russo, Vladimir Putin, em Sochi, às margens do mar Negro, em 17 de maio.

A ONG afirmou que Damasco planeja dissolver as milícias integradas por combatentes sírios e também, as que são apoiadas e financiadas pelo Irã.

As autoridades sírias ventilam duas opções: integrar os combatentes no Exército regular ou desmobilizar as tropas de forma permanente, segundo a ONG.

O Observatório garantiu que a decisão, que não foi anunciada de forma oficial, incomodou muitos combatentes destas forças.

Além disso, a ONG lembrou que os combatentes de algumas dessas milícias foram responsáveis por excessos nas zonas que dominavam, incluindo o assassinato de milhares de civis e saques.

Na reunião de Sochi, Putin disse à Assad que espera que as tropas estrangeiras abandonem o território do país árabe, devido aos recentes sucessos militares.

"Esperamos que, devido aos consideráveis sucessos e vitórias do Exército sírio na luta contra o terrorismo (...) as tropas estrangeiras sejam retiradas do território da Síria", disse Putin, segundo informou o Kremlin.

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