Congresso vota censura a Rajoy e socialista Sánchez deve assumir governo

Madri, 1 jun (EFE).- O Congresso dos Deputados da Espanha iniciou nesta sexta-feira a sessão onde será votada a moção de censura contra o Governo de Mariano Rajoy apresentado pelos socialistas, que provavelmente será aprovada e transformará o líder do PSOE, Pedro Sánchez, em presidente do Executivo.

Sánchez obteve ontem o apoio de 180 deputados, quatro a mais dos 176 necessários para a maioria absoluta no Congresso, o que lhe permitirá tirar Rajoy do poder.

O líder socialista contará com a apoio dos grupos independentistas e nacionalistas do País Basco e da Catalunha, além de Unidos Podemos, coalizão de esquerda.

Sánchez criticou o até agora chefe do Executivo por não assumir responsabilidades políticas depois que a Justiça condenou o Partido Popular (PP), liderado por Mariano Rajoy, por se beneficiar de uma trama de corrupção denominada caso "Gurtel".

O debate sobre a moção de censura começou ontem e, depois de ouvir os porta-vozes de diferentes grupos, a votação final será realizada hoje.

Nela, o governante PP só obterá o apoio dos liberais dos Cidadãos, a quarta força na Câmara, e de dois deputados regionalistas, que juntos reúnem 169 deputados.

Ontem participaram do debate todos os grupos da Câmara, exceto os dois majoritários, PSOE e PP, que farão hoje, antes de votar a moção.

A circunstância ocorre que pela primeira vez na democracia, o futuro presidente do governo não é um deputado, então ele não pode votar em sua candidatura, embora ele possa comparecer ao plenário.

Uma vez aprovada a moção, a presidente do Congresso, Ana Pastor, comunicará o resultado ao rei Felipe VI, e o governo atual deverá apresentar sua renúncia ao monarca, segundo estabelece a Constituição.

Nesse momento, o candidato Pedro Sánchez, será entendido como investido da confiança da Câmara, e então o rei o indicará como presidente do governo.

A posse perante Felipe VI poderia acontecer já amanhã.

Se estas previsões forem cumpridas, será a primeira vez que prospera uma moção de censura no Parlamento espanhol desde que foi restaurada a democracia na Espanha, em 1977, embora quatro tenham sido apresentadas ao longo dos anos.

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