Giuseppe Conte toma posse como primeiro-ministro da Itália

Roma, 1 jun (EFE).- O jurista Giuseppe Conte foi empossado nesta sexta-feira para o cargo de primeiro-ministro da Itália perante o presidente, Sergio Mattarella, apoiado pelo Movimento Cinco Estrelas e pela Liga Norte.

Depois de Conte, foi a vez de seus vice-presidentes, o líder do M5S, Luigi di Maio, também ministro de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, e o líder da Liga, Matteo Salvini, que assumirá a pasta de Interior, além de outros 18 ministros.

"Juro ser fiel à República, seguir lealmente a Constituição e as leis e exercer as minhas funções a favor do interesse exclusivo da nação", disseram para Mattarella.

O juramento aconteceu na Sala das Festas, no Palácio do Quirinal, começou às 16h (horário local, 11h em Brasília) e terminou com uma foto de todos os novos ministros e o presidente.

Os ministros do M5S, além de Luigi di Maio, são Giulia Grillo na Saúde; Danilo Toninelli em Infraestruturas e Transportes; Alberto Bonisoli na Cultura; Elisabetta Trenta em Defesa; Alfonso Bonafede na Justiça; Sergio Costa no Meio ambiente; Barbara Lezzi em Assuntos para o Sul e Riccardo Fraccaro para Relações com o Parlamento.

Os da Liga são, além de Matteo Salvini, Giulia Bongiorno na Administração Pública; Erika Stefani em Assuntos Regionais; Lorenzo Fontana para o novo Ministério da Família; Gianmarco Centinaio na Agricultura; Marco Busetti na Educação e o subsecretário da presidência, Giancarlo Giorgetti.

Por último, o M5S e a Liga elegeram três técnicos: Giovanni Tria para Economia; Enzo Moavero Milanesi para Realções Exteriores e Paolo Savona para Assuntos com a União Europeia.

O novo Executivo se forma quase três meses depois das eleições gerais, realizadas em 4 de março, e depois de ter superado vários empecilhos na negociação, como a divisão das pastas e a designação do primeiro-ministro. A maior crise foi no último dia 27, quando Conte rejeitou o governo formado por Mattarella, proposto quatro dias antes, como protesto ao veto presidencial sobre Paolo Savona, a aposta para ministro da Economia, apesar das suas duras críticas ao euro e à Alemanha.

Por fim, o M5S e a Liga reabriram as negociações e colocaram o professor Savona, de 81 anos, à frente do Ministério para Assuntos com a União Europeia e em Economia, Giovanni Tria.

Após este ato formal, o novo primeiro-ministro deverá receber ainda hoje a transferência de poderes do primeiro-ministro em fim de mandato, Paolo Gentiloni, e depois está prevista acontecer a primeira reunião do Conselho de Ministros. À noite, o Quirinal oferecerá uma recepção pelo Dia da República, de 2 de junho, já com a participação do novo Executivo.

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