Maduro espera que novo governo espanhol tenha "nova visão" sobre Venezuela

Caracas, 1 jun (EFE).- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse nesta sexta-feira que espera que o novo governo da Espanha, que será liderado pelo socialista Pedro Sánchez, "possa construir uma nova visão" sobre seu país e abra "novas políticas de diálogo" com a nação sul-americana.

"Espero que o novo governo do novo presidente possa construir uma nova visão sobre a Venezuela e possa abrir novas políticas de diálogo, de entendimento", disse o governante venezuelano em um discurso televisado pela emissora estatal "VTV".

"Defendo relações de respeito, de cooperação integral entre a Espanha e a Venezuela, e a superação dos momentos amargos de intervencionismo do governo (de Mariano Rajoy) que se vai", acrescentou Maduro.

As declarações do presidente venezuelano acontecem depois da aprovação no Congresso espanhol de uma moção de censura contra o conservador Rajoy e a designação como chefe de governo do socialista Pedro Sánchez.

O governo de Rajoy foi especialmente crítico com a administração de Maduro e impulsionou as sanções da União Europeia contra vários funcionários venezuelanos.

A esse respeito, Maduro garantiu hoje que sua relação com Rajoy atravessava nos últimos dias seu "melhor momento" e se estava "recompondo", apesar de não serem "idílicas".

O presidente venezuelano disse, além disso, que respeita a política interna espanhola e que se "surpreendeu" por Rajoy "ter saído tão rápido" do governo e "quase sem se despedir".

Também hoje o partido opositor venezuelano Vontade Popular (VP), do dirigente Leopoldo López, sob prisão domiciliar, agradeceu de forma pública a atitude crítica de Rajoy com Maduro, ao mesmo tempo em que pediu a Sánchez que mantenha uma postura firme "a favor da liberdade dos presos políticos e do retorno da democracia na Venezuela".

A administração de Rajoy outorgou a cidadania espanhola aos pais de López, bem como a uma irmã e a um cunhado do líder opositor, como um gesto de solidariedade para quem considerava um preso político e devido à "perseguição" que sofriam no país.

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