Presidente catalão pede a Sánchez que assuma riscos e se sente para negociar

Barcelona (Espanha), 1 jun (EFE).- O presidente regional da Catalunha, o independentista Joaquim Torra, pediu nesta sexta-feira ao novo chefe do Executivo espanhol, Pedro Sánchez, que dê passos e assuma "riscos" e lhe pediu que abra uma negociação "de governo a governo" para encarar a situação dessa comunidade autônoma.

Sánchez foi eleito hoje novo presidente de governo da Espanha, após obter o apoio da maioria absoluta do Congresso para uma histórica moção de censura com a qual forçou a saída do poder do conservador Mariano Rajoy.

Torra enviou a mensagem a Sánchez durante um discurso perante o Conselho Nacional do PDeCat, ao qual foi convidado pela primeira vez, embora não seja militante dessa legenda independentista de centro.

O novo governo regional da Catalunha tomará posse amanhã, sete meses depois de o anterior ter sido suspenso pelo Executivo presidido então por Mariano Rajoy após a declaração unilateral de independência de 27 de outubro de 2017.

Com a posse do novo governo catalão se supera um período excepcional na Catalunha no qual a administração regional esteve nas mãos do governo espanhol.

Segundo o estabelecido pela lei espanhola, a posse do novo governo representa a suspenção automática da intervenção do Executivo de Madri na administração catalã.

O presidente catalão nomeou seu novo governo no último 29 de maio, depois que o Executivo central rejeitou uma primeira lista do gabinete, na qual estavam incluídos dois conselheiros presos e outros dois foragidos da Justiça, todos eles indiciados por seu envolvimento no processo independentista catalão.

A designação desses quatro conselheiros foi qualificada pelo governo espanhol como uma "provocação", razão pela qual se negou a publicar oficialmente a nomeação do novo gabinete catalão.

Torra, eleito presidente regional da Catalunha no último dia 14 de maio, depois de três candidatos frustrados, terá a partir de amanhã seu próprio Executivo, composto por sete homens e seis mulheres.

O gabinete estará integrado por conselheiros propostos pelos dois principais grupos independentistas catalães; o JxCat (grupo de Carlos Puigdemont) e o ERC (republicanos de esquerda), nenhum deles com causas judiciais relacionadas com o processo independentista.

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