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Trump confirma reunião com Kim em 12 de junho em Cingapura

01/06/2018 17h35

Washington, 1 jun (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta sexta-feira que se reunirá no dia 12 de junho com o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, em Cingapura, e disse que não vai impor mais sanções ao país asiático enquanto durarem as negociações sobre o programa nuclear do regime norte-coreano.

"(O dia) 12 de junho, será em Cingapura, será o princípio. Nunca disse que tudo fosse acontecer em um encontro, estamos falando de anos de hostilidade, de anos de problemas, anos de ódio entre nações tão diferentes", declarou Trump em entrevista coletiva na Casa Branca.

"Acredito que será um processo. Mas as relações estão sendo construídas, é uma coisa muito positiva", acrescentou.

Trump fez o anúncio depois de se reunir no Salão Oval da Casa Branca com o segundo principal dirigente da Coreia do Norte, Kim Yong-chol, que entregou ao presidente americano uma carta de Kim Jong-un.

Perguntado sobre o conteúdo do texto, Trump disse primeiro que era "uma carta muito amável" e "muito interessante", e que talvez acabasse revelando seu conteúdo à imprensa. Porém, poucos minutos depois, na mesma entrevista, assumiu que na verdade não a tinha lido.

"Não a abri, a propósito. Não a abri diante do dirigente. Eu lhe disse 'quer que a abra'? E ele me falou: 'pode lê-la mais tarde", afirmou Trump, além de brincar que talvez houvesse "uma grande surpresa" no conteúdo.

O presidente americano explicou que, embora o encontro com Kim Yong-chol a princípio consistisse na entrega da carta, "acabou sendo uma conversa de duas horas com o segundo homem mais poderoso da Coreia do Norte".

Durante a reunião, segundo Trump, não foi abordado o tema dos direitos humanos na Coreia do Norte, mas a porta ficou aberta para debate a respeito no encontro de 12 de junho com Kim.

Por outro lado, Trump contou que falou sobre as sanções americanas a Pyongyang e que espera "que chegue o dia em que possa suspender" todas essas restrições econômicas. Além disso, destacou que não pretende impor nenhuma sanção enquanto durar o diálogo nuclear.

"Tínhamos centenas de sanções novas preparadas para serem implementadas (...), mas disse que não vou impô-las até que as conversas terminem. Por que faria isso quando estamos conversando tão gentilmente?", questionou.

Trump também disse que não quer "usar mais o termo 'pressão máxima" para descrever sua estratégia de sanções a Pyongyang, porque agora está se "dando bem" com o governo norte-coreano.

O presidente americano reiterou que a paz entre as duas Coreias pode ser "um resultado" possível do encontro com Kim em Cingapura, mas disse que não acredita que seja assinado nenhum acordo definitivo sobre o fim do programa nuclear da Coreia do Norte.