China e EUA retomam negociações para evitar guerra comercial

Xangai (China), 2 jun (EFE).- China e Estados Unidos iniciaram neste sábado uma nova rodada de negociações para tentar resolver atritos tarifários e conter assim uma guerra comercial.

Uma delegação de representantes americanos liderada pelo secretário de Comércio, Wilbur Ross, está em Pequim para negociar com o governo da China e tentar reduzir as tensões dos últimos dias.

Esta é a terceira rodada de um diálogo que começou em abril, depois de os EUA anunciarem a imposição de tarifas a produtos chineses, uma medida que foi respondida pela China.

Na segunda rodada, os países chegaram a anunciar um acordo que "suspendeu" a possível guerra comercial. O governo de Donald Trump decidiu cancelar a imposição de US$ 150 bilhões em tarifas sobre produtos chineses. Já Xi Jinping se comprometeu a aumentar as importações dos EUA para equilibrar a balança comercial.

Mas, apesar da aproximação, Trump disse não ter ficado satisfeito com o resultado das negociações. Por isso, a Casa Branca anunciou na última terça-feira uma tarifa de 25% sobre produtos chineses que o governo americano considerar que contenham tecnologia que viola a legislação de propriedade intelectual.

O governo da China respondeu que a decisão é contrária ao acordo firmado entre as partes na segunda rodada de diálogo.

O objetivo da terceira rodada será discutir temas agrícolas. A Câmara de Comércio dos EUA em Pequim afirmou que a imposição de tarifas é uma tática útil e poderosa. Para a organização, a medida fez a China negociar seriamente com o governo americano.

Em entrevista coletiva, o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, Hua Chunying, disse nesta semana que espera a cooperação da delegação americana para implementar o acordo firmado na última negociação entre as partes.

A China anunciou ontem que cortará as tarifas de importação sobre vários bens de consumo, como roupas, cosméticos, eletrodomésticos e produtos esportivos. A medida entre em vigor em 1º de julho.

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