OLP diz que é "imoral" veto dos EUA a resolução da ONU sobre palestinos

Jerusalém, 2 jun (EFE).- A Organização para a Libertação da Palestina (OLP), rejeitou neste sábado o veto dos Estados Unidos a resolução apresentada no Conselho de Segurança da ONU que pedia considerar proteção internacional para os palestinos após as mortes nos protestos de Gaza, e o considerou "imoral".

"Com seu veto, os EUA estão tentando mais uma vez justificar a ilegalidade e crueldade do Exército da ocupação de Israel", e dar ao país "a cobertura legal e política para se dedicar ao seu ataque sobre o povo palestino e a lei internacional e humanitária", disse a antiga membra da OLP, Hanan Ashrawi, em comunicado.

A integrante do Comitê Executivo da organização classificou essa política americana de "imoral" e "outro golpe a credibilidade e integridade da comunidade internacional representada pela ONU".

O texto proposto pelo Kuwait, que também condenava a resposta israelense aos protestos de Gaza, recebeu dez votos a favor, quatro abstenções e um único voto contra, dos EUA, que como membro permanente do Conselho de Segurança, tem direito de veto.

Os EUA também ficaram sozinhos na colocação de uma contraproposta de resolução contra o movimento islamita Hamas, que não conseguiu o apoio de nenhum dos outros 14 membros do Conselho de Segurança.

"Ao adiar a votação e apresentar sua própria resolução 'alternativa' que é uma falsidade total e uma distorção da realidade, os EUA e sua embaixadora Nikki Haley demonstraram sua lealdade cega a Israel e tentaram absolvê-lo de qualquer crime, apesar das suas violações atrozes, massacres deliberados e crimes voluntários e de guerra", acusou Ashrawi.

No dia 30 de março, facções políticas e palestinas iniciaram o protesto da Grande Marcha do Retorno, que pede aos moradores que cheguem à fronteira com Israel para reclamar o direito ao retorno dos refugiados e o fim do bloqueio.

Nos dois meses de campanha, 123 palestinos morreram pelas mãos dos israelenses, 119 deles civis, nos protestos ou incidentes violentos, e milhares ficaram feridos.

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