Equador mostra otimismo para eleição à presidência da Assembleia Geral da ONU

Mario Villar.

Nações Unidas, 3 jun (EFE).- A chanceler do Equador, María Fernanda Espinosa, afirmou neste domingo que está otimista para as eleições à presidência da Assembleia Geral da ONU.

Espinosa enfrentará na terça-feira Mary Elizabeth Flores, embaixadora de Honduras na ONU, em um pleito que definirá quem será a próxima presidente de um dos principais órgãos das Nações Unidas.

Em entrevista à Agência Efe, a chanceler afirma que recebeu promessas de apoio de vários países nos últimos dias e que considera o panorama extremamente positivo para o Equador.

Os motivos principais, explicou a diplomata, são o papel internacional desempenhado pelo país, a contribuição do Equador ao fortalecimento do multilateralismo e o sucesso da presidência equatoriana no Grupo dos 77 mais a China.

Espinosa e Flores defenderam em maio os programas de gestão em diálogos com os países-membros da ONU, em meio a uma disputa que provocou um choque diplomático entre os dois países.

A presidência da Assembleia Geral da ONU fica, a cada ano, com o representante de uma região determinada. Nesta ocasião, a partir de setembro, é a vez da América Latina e do Caribe.

Contrariando a tradição, no entanto, a região chega dividida para o pleito e sem um nome de consenso. Honduras estava há anos trabalhando na candidatura e alega que o Equador tinha se comprometido a apoiar o país em 2015. Quito nega.

Espinosa admite que o cenário ideal seria uma só candidatura, mas afirma que foi "impossível" conseguir um consenso em relação a Honduras, o que levou o Equador se oferecer como "alternativa".

Embora o voto seja secreto, vários países latino-americanos já anteciparam quem apoiarão na eleição, deixando claro que a votação dividirá a região. Brasil e Colômbia, por exemplo, anunciaram voto em Flores. A Venezuela, por sua vez, prefere Espinosa.

Essa fratura não preocupa a chanceler equatoriana, que considera que seu país vez uma campanha transparente e positiva. Após a eleição, ela acredita que as coisas voltarão ao normal na região.

Caso Espinosa vença, o Equador será o primeiro país a presidir a Assembleia Geral pela segunda vez, acabando com uma longa tradição.

Para a chefe da diplomacia equatoriana, isso não deveria diminuir as chances de sua candidatura. Para ela, esse tipo de entendimento deve ser "flexibilizado" porque os cenários são diferentes.

Espinosa explicou que está tentando passar aos demais países três mensagens: é preciso fortalecer o multilateralismo, a ONU precisa urgentemente mostrar capacidade de responder os principais desafios globais e tem que se aproximar do povo, conectando as decisões tomadas pela organização diretamente aos cidadãos.

Como presidente da Assembleia Geral, a chanceler afirma que atuaria para "gerar pontes de diálogo" e "liderar os Estados a tomar decisões sobre os temas mais importantes da agenda".

A campanha de Espinosa, no entanto, tem sido criticada pela oposição no Equador, que apresentou um abaixo-assinado para pedir a renúncia da chanceler.

A chefe da diplomacia do país afirmou que respeita o papel de fiscalização da Assembleia Nacional, mas disse lamentar a iniciativa da oposição.

"Há uma tentativa da oposição política no Equador de manchar a candidatura. Inclusive de privilegiar a candidatura de outro país por afinidade ideológica", afirmou Espinosa.

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