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Cinco ativistas são raptadas e estupradas no leste da Índia

22/06/2018 12h09

Nova Délhi, 22 jun (EFE).- Cinco jovens ativistas foram raptadas e estupradas no leste da Índia, em um novo caso de agressão sexual no país, informou nesta sexta-feira à Agência Efe uma fonte policial.

O incidente aconteceu na última terça-feira na aldeia de Kochang, no estado de Jharkhand, embora os fatos não tenham sido divulgados até agora, afirmou o chefe da polícia local, Ashwini Kumar.

As ativistas, contratadas pela ONG Asha Kiran, relacionada com a Igreja, acabavam de terminar uma peça de teatro em um colégio quando foram atacadas por um grupo de homens, apontou Kumar.

Segundo a denúncia, os agressores levaram as cinco jovens a uma mata afastada, onde as estupraram.

Kumar acrescentou que as autoridades formaram três grupos de investigação do crime, mas "até o momento" não houve detenções.

Em comunicado, a polícia de Jharkhand informou que ofereceu uma recompensa de 50 mil rúpias (R$ 2.800) a quem fornecer informações a identidade dos agressores.

O governo da Índia aumentou as penas contra agressores sexuais no final de abril, incluindo a possibilidade de condenar à morte os culpados por estuprarem menores de 12 anos, depois do sequestro, tortura, estupro e assassinato de uma menina de 8 anos no estado de Jammu e Caxemira.

De acordo com números da Agência Nacional de Registro de Crimes da Índia (NCRB), em 2016 foram registrados no país 38.947 estupros, dos quais 2.167 foram coletivos.

A Índia já endureceu sua legislação contra os crimes sexuais em 2012 após o brutal estupro coletivo de uma jovem que morreu após semanas de agonia, em outro caso que comoveu o país.