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Melania pede que Congresso atue para reunir crianças migrantes e pais

Carlos Barria/Reuters
Imagem: Carlos Barria/Reuters

Em Washington

22/06/2018 18h09

A primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, pediu nesta sexta-feira ao Congresso que atue para reunificar as mais de 2 mil crianças que foram separadas dos pais na fronteira com o México, como parte da política de "tolerância zero" promovida pelo governo de Donald Trump.

"Visitar as crianças no abrigo do Texas ontem foi muito comovente. Apesar das circunstâncias difíceis, as crianças estavam de bom humor e muito gentis. Espero sinceramente que o Congresso consiga chegar a um acordo e encontrar uma solução!", afirmou Melania no Twitter.

Apesar de o Congresso poder incluir a reunificação familiar em alguma das propostas migratórias que devem ser debatidas na semana que vem, o caminho mais fácil para acelerar este processo é através de uma ordem direta de Trump ao Departamento de Segurança Nacional (DHS, em sua sigla em inglês).

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Hoje, no entanto, Trump pediu que os congressistas republicanos "não percam tempo" com temas de imigração até as eleições legislativas de novembro.

Ontem, a primeira-dama foi a um dos centros de detenção para menores imigrantes na cidade de McAllen, no Texas. A visita, que não foi anunciada, aconteceu quatro dias depois de ela declarar, através do seu porta-voz, que "odiava ver as crianças separadas das suas famílias".

Apesar de dados oficiais apontarem que mais de 2.300 menores foram separados dos pais, vários veículos de comunicação citaram fontes da Administração ao informar que 500 crianças já conseguiram rever as famílias.

Trump decidiu acabar com a polêmica separação na fronteira na quarta-feira, mas não solucionou a situação dos milhares de crianças que já tinham sido afastadas dos pais. A ordem executiva do presidente enfraqueceu a política de "tolerância zero", que obrigava a apresentação de acusações criminosas contra todos os imigrantes irregulares que cruzassem a fronteira com o México. A partir de agora, os pais não enfrentarão mais acusações criminais, mas os demais imigrantes que viajam sem crianças serão ajuizados pela via penal.

Assim, ao não enviar automaticamente os pais aos tribunais federais, os juízes não podem apresentar formalmente acusações contra eles, o que significa que permanecerão com os filhos e poderem ser soltos enquanto o processo judicial corre.