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Motorista via "The Voice" durante acidente fatal com carro autônomo da Uber

22/06/2018 13h30

Phoenix (EUA), 22 jun (EFE).- Um novo relatório da polícia de Tempe (Arizona) afirmou que o fatal acidente automobilístico da Uber com carro autônomo ocorrido em março poderia ter sido evitado, já que a motorista estava distraída no momento dos fatos assistindo ao programa de televisão "The Voice".

Segundo o documento oficial publicado na noite de quinta-feira, a motorista, identificada como Rafaela Vázquez, estava "distraída e olhando para abaixo durante 31% dos 21 minutos e 48 segundos anteriores à colisão".

A polícia esclareceu que Rafaela não fez chamadas e nem mandou mensagens de texto nos momentos prévios ao acidente, mas sim observou que foram utilizados aplicativos em seu telefone como as plataformas de conteúdos digitais "Hulu" e "Netflix", segundo dados facilitados pelas companhias.

De acordo com Hulu, foi reproduziu conteúdo durante cerca de três horas na noite do acidente e supostamente Rafaela estava assistindo ao programa musical "The Voice" quando aconteceu o acidente mortal.

O relatório indica que Luciana era responsável por tomar o controle do veículo em caso de emergência e acrescenta que se estivesse atenta, poderia ter parado o automóvel 42 pés (12 metros) antes do local onde Herzberg cruzou ilegalmente a via por um trajeto não sinalizado, como por exemplo a faixa de pedestres.

A polícia de Tempe apresentou o caso perante o Escritório do Promotor do Condado de Maricopa para que analisasse a possibilidade de apresentar acusações contra Rafaela.

Pouco depois do acidente, o vídeo da câmera policial mostra Rafaela explicando aos agentes que não percebeu a presença da vítima, Elaine Herzberg, até o momento do impacto.

Herzberg, de 49 anos, perdeu a vida ao ser atropelada pelo Volvo XC90 da Uber que estava em modo autônomo depois de aparecer na via, em um trecho extremamente escuro, com sua bicicleta.

Desde que aconteceu o acidente, a Uber cancelou seu programa de condução autônoma no Arizona e chegou a um acordo legal com a família da vítima.