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Duterte prefere homens em vez de mulheres em cargos importantes do governo

23/06/2018 02h42

Manila, 23 jun (EFE).- O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, prefere contar com homens para os cargos importantes do seu governo pois, na sua opinião, estes "podem receber uma enxurrada de ordens sem reclamar".

"Eu realmente não gosto de nomear mulheres. Prefiro aos homens, pois tenho muitas exigências", afirmou Duterte, na noite de sexta-feira, em discurso em Davao, sua cidade natal, em um ato sobre novas tecnologias.

Duterte disse se sentir "desconfortável" ao mandar mulheres que cumpram certas tarefas como por exemplo "ir de repente até Marawi", cidade onde no ano passado uma batalha sangrenta foi travada durante cinco meses entre o Exército e jihadistas ligados ao Estado Islâmico (EI) capitaneado pelo grupo Maute.

"Você pode pedir isso para uma mulher, forçá-la essa situação?", manifestou Duterte, quem já foi objeto de polêmica em várias ocasiões por comentários considerados sexistas, misóginos ou depreciativos em relação às mulheres.

O presidente filipino, de 73 anos, admitiu que há cargos oficiais mais adequados para as mulheres do que para os homens.

"Estou mais acostumado aos homens. Mas há certos postos, como a pasta de Turismo, que são adequados para as mulheres", disse.

O gabinete de Duterte atualmente inclui cinco mulheres, que são responsáveis pelos departamentos de Turismo, Educação e Bem-estar Social, assim como na Comissão contra a Pobreza e na Comissão Nacional dos Muçulmanos.

O presidente filipino, mulherengo confesso e conhecido pelos seus frequentes discursos fora de tom, voltou a ser o centro da polêmica com este tema no início do mês, quando beijou na boca uma mulher em um ato público com a comunidade filipina, em Seul (Coreia do Sul).

Em fevereiro deste ano, por exemplo, pediu aos militares que atirem nas "vaginas" das guerrilheiras comunistas para que não pudessem procriar.

No passado, chegou a brincar sobre o caso de uma freira australiana estuprada e assassinada em 1989 e em outro discurso ofereceu "42 virgens" para cada turista que visitasse as Filipinas.

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