PUBLICIDADE
Topo

Explosão em comício do presidente do Zimbábue deixa vários feridos

23/06/2018 14h23

(Acrescenta declarações do presidente).

Harare, 23 jun (EFE).- Uma explosão registrada neste sábado durante um comício do presidente do Zimbábue, Emmerson Mnangagwa, em Bulawayo, a segunda maior cidade do país, deixou vários feridos.

"O presidente Mnangagwa não ficou ferido e está na State House de Bulawayo", afirmou o porta-voz da presidência, George Charamba, ao jornal estatal "The Herald".

"Estamos investigando e divulgaremos mais detalhes. Houve múltiplos atentados contra a vida do presidente nos últimos cinco anos", completou o porta-voz.

O vice-presidente do país, Constantito Chiwenga, que também participava do comício, também estava a salvo.

Várias pessoas ficaram feridas, mas ainda não se sabe quantas elas são, de acordo com a rádio estatal "ZBC".

A explosão ocorreu segundos depois de o presidente deixar o palanque escoltado por seguranças, soldados e líderes de seu partido.

Vídeos publicados nas redes sociais mostram como a explosão destruiu parte do palco do comício, que era acompanhado por milhares de pessoas. O público foge para se proteger do ataque.

"Esta tarde, quando deixávamos um comício maravilhoso em Bulawayo, houve uma explosão no palanque. Várias pessoas foram afetadas pela explosão e já as visitei no hospital", escreveu Mnangagwa em sua conta no Twitter após o incidente.

"Enquanto aguardamos mais informações, os meus pensamentos e orações estão com os afetados por este ato de violência sem sentido", acrescentou o presidente.

"Continuaremos unidos e abordaremos as nossas diferenças de maneira pacífica. A resposta mais contundente à violência é a paz. Deus abençoe o Zimbábue", concluiu.

Líder da União Nacional Africana do Zimbábue - Frente Patriótica (ZANU-PF), Mnangagwa fazia um comício como parte da campanha das eleições presidenciais de 30 de julho, a primeira desde a queda do ex-presidente Robert Mugabe.

O pleito também é o primeiro desde que o Zimbábue declarou independência do Reino Unido, em 1980, que Mugabe não é candidato. O ex-presidente vive em sua mansão em Harare, capital do país, desde o golpe militar que o derrubou do poder em novembro do ano passado.

O governo de Mnangagwa, que terá como principal adversário o líder do Movimento pela Mudança Democrática (MDC), Nelson Chamisa, promete eleições livres e imparciais, mas enfrenta denúncias de violência, corrupção e intimidação, comuns na época de Mugabe.

As eleições do Zimbábue serão supervisionadas, entre outros, por uma missão da União Europeia, algo que não ocorre desde 2002, quando Mugabe decidiu expulsar os observadores do bloco do país.