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Internacional

Guatemala pede aos EUA status especial para migrantes por erupção de vulcão

25/06/2018 22h28

Cidade da Guatemala, 25 jun (EFE).- O governo da Guatemala solicitou nesta segunda-feira aos Estados Unidos o Status de Proteção Temporário (TPS) para seus migrantes devido à catástrofe provocada pela erupção do Vulcão de Fogo, que deixou pelo menos 112 mortos no país.

"Cumprindo com a instrução do presidente, Jimmy Morales, remeti hoje uma nota ao governo dos Estados Unidos da América para solicitar TPS a favor de nossos irmãos migrantes nesse país", disse a ministra de Relações Exteriores, Sandra Jovel, através das suas redes sociais.

Desde que assumiu o poder em 2016, Morales formulou quatro pedidos de TPS para os guatemaltecos que se estima que vivem nos Estados Unidos, cerca de três milhões, a maioria deles em situação irregular, mas nunca teve uma resposta positiva.

Nesta ocasião, o governo guatemalteco tramitou a solicitação por meio de "uma nota diplomática" e a mesma se deve "à catástrofe provocada pelo Vulcão de Fogo", acrescentou a porta-voz da chancelaria, Marta Larra, ao ser pergunta pelos motivos.

No entanto, a porta-voz não foi clara na hora de dar mais detalhes e se limitou a responder que é necessário enfrentar as "sequelas" da erupção e que, para começar, tem como objetivo "beneficiar os cidadãos que vivem de maneira irregular" nos Estados Unidos "com uma licença de trabalho que evite sua deportação".

Por sua vez, Jimmy Morales disse nas suas redes sociais que a instrução à ministra de Exteriores se deve ao fato de que "a política migratória sempre foi uma prioridade" para seu governo.

Já no início da manhã, durante uma audiência no Congresso, o vice-chanceler Pablo García disse que se havia "levado em conta" apresentar uma solicitação de TPS por causa da explosão do vulcão no último dia 3 de junho, que deixou pelo menos 112 mortos, mais de 50 feridos e quase dois milhões de guatemaltecos afetados.

Esta petição acontece depois das medidas de "tolerância zero" implementadas pelo governo de Donald Trump desde abril deste ano, que provocaram a separação das suas famílias de mais de 2.000 menores, 462 deles guatemaltecos.

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