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Pedido de asilo de mais de 500 iemenitas põe em xeque o Governo de Seul

25/06/2018 10h30

Seul, 25 jun (EFE).- O pedido de asilo feito por mais de 500 iemenitas instalados na ilha sul-coreana de Jeju colocou em situação delicada o Governo de Seul em relação à aparente rejeição de muitos cidadãos do país asiático para que lhes acolha.

Por enquanto, o Executivo sul-coreano só disse que responderá de maneira "responsável" à situação em meio a uma recusa para conceder asilo que muitos sul-coreanos expressaram em pesquisas ou em uma pedido online criado diretamente ao Governo que hoje já acumulava mais de 408 mil assinaturas.

O Governo é obrigado a oferecer uma resposta pública quando uma destes pedidos cibernéticos que é publicado no portal do escritório presidencial supera 200 mil assinaturas de apoio.

Desde o princípio do ano, mais de 500 cidadãos iemenitas que fogem da guerra que está assolando o país viajaram para Jeju, ilha sul-coreana na qual - ao contrário do resto do país - onde é concedido um visto automático de 90 dias aos visitantes para potencializar o turismo.

Uma vez aí, 549 (dos quais 486 permanecem ainda na ilha) solicitaram asilo ao Governo sul-coreano por razões humanitárias.

A tramitação dos pedidos levará vários meses e Seul deve decidir, além de conceder ou não asilo, se expulsa ou não estes solicitantes - muitos dos quais dependem da ajuda alimentícia e material dadas pelo escritório de imigração de Jeju - da ilha uma vez que expirem seus vistos de 90 dias.

Ao fato de que a Coreia do Sul quase não concedeu o status de refugiado a 792 pessoas das 32.733 (quase 2,4%) que o solicitaram desde 1994, se une uma opinião pública dividida, da qual parte se mostra abertamente contra que o país acolha estes deslocados.

Um pesquisa realizada recentemente pela empresa sul-coreana Realmeter mostrou que 49% dos sul-coreanos apoiavam abertamente a expulsão dos mais de 500 iemenitas, frente aos 39% que pediam abertamente a concessão de asilo.

O pedido online para o Governo está perto de acumular meio milhão de assinaturas em menos de duas semanas, e mostra as "diferenças culturais" ou o impacto que suporia para a ilha (de mais de 600 mil moradores) ter de receber os solicitantes de asilo.