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Malta trabalha solucionar situação de embarcação com 230 imigrantes a bordo

26/06/2018 08h48

Roma, 26 jun (EFE).- O Governo de Malta afirmou nesta terça-feira que trabalha para dar uma solução para o navio da ONG alemã Lifeline, que espera há cinco dias no Mediterrâneo com cerca de 230 imigrantes a bordo, e pediu à União Europeia (UE) que assuma uma repartição de responsabilidades.

"O primeiro-ministro de Malta (Joseph Muscat) passou as últimas 48 horas realizando um esforço diplomático para tentar encontrar uma solução para o caso do navio da Lifeline", afirmou o Governo maltês em comunicado.

Uma situação que, segundo o Governo de Malta, foi causada pelas ações do capitão do navio, "que ignorou as instruções dadas, de acordo com as regras internacionais, pelas autoridades italianas", quando foi indicado que não intervissem no salvamento porque seria realizado pela Guarda Costeira da Líbia.

A nota oficial explicou que os esforços realizados oor Malta têm dois objetivos: por um lado, "prevenir uma escalada para uma crise humanitária mediante a repartição de responsabilidades por parte de Estados-membros" e, por outro, "realizar investigações e explorar ações que possam ser tomadas com relação à atuação da embarcação".

O navio da ONG Lifeline permanece no Mediterrâneo desde 21 de junho quando salvou duas centenas de pessoas que navegavam em situação de perigo para a Europa.

Itália e Malta proibiram o desembarque em algum de seus portos e a embarcação espera em águas internacionais, muito próximo à ilha, que algum país da União Europeia solucione a questão.

O porta-voz do Governo francês, Benjamin Griveaux, antecipou que está trabalhando em "uma solução europeia" para o navio da Lifeline que consistiria no desembarque em Malta.

O país, por enquanto, não se pronunciou, embora no comunicado agradece "ao presidente do Conselho Europeu (Donald Tusk) e ao presidente da Comissão Europeia (Jean-Claude Juncker) a ajuda neste esforço" realizada pelas autoridades do país.

De forma paralela, rejeitou hoje a entrada nas águas do navio Aquarius, de SOS Mediterranée e Médicos Sem Fronteiras, sem dar "nenhuma explicação", segundo disse a SOS no Twitter.

O barco ia realizar "uma simples troca de tripulação e de reabastecimento" que não aconteceu, por isso que agora põe "rumo ao norte em busca de uma solução", acrescentou a ONG.

O navio Aquarius navega no Mediterrâneo há dias, depois que em 17 de junho desembarcou no porto espanhol de Valência, 630 migrantes resgatados, após as negativas a acolhê-los por parte da Itália e Malta.