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México apresentará texto na OEA para condenar separação de famílias nos EUA

26/06/2018 15h08

Washington, 26 jun (EFE).- O México levará na sexta-feira ao Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) uma resolução para condenar a "cruel", "desumana" e "injustificada" separação de famílias de imigrantes na fronteira, anunciou nesta terça-feira o chanceler mexicano, Luis Videgaray.

"Gostaria de informar que o governo do México terá que apresentar um projeto de resolução no Conselho Permanente sobre este tema extremamente grave que é a separação de meninos e meninas", disse Videgaray depois de se reunir em Washington com o secretário-geral da OEA, Luis Almagro.

Videgaray detalhou que a resolução tem como objetivo ser uma "condenação formal" à "cruel, desumana e injustificada" separação de famílias de imigrantes, além de pedir à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) que visite os abrigos e centros de imigrantes onde estão as famílias.

O chanceler detalhou que o México levará a separação familiar à sessão ordinária do Conselho Permanente que já estava convocada para a sexta-feira.

O governo do México estará representado na sessão por seu embaixador na OEA, Jorge Lomonaco, segundo detalhou Videgaray, que explicou que ele mesmo não deverá comparecer.

O governo Trump iniciou em abril uma política fronteiriça de "tolerância zero", que leva a processar criminalmente os adultos que entram irregularmente nos EUA, o que provocou a separação de famílias porque as crianças não podem ser privadas de liberdade durante longos períodos de tempo.

Em relação às fortes críticas que essa separação gerou, Trump se viu obrigado a assinar na quarta-feira da semana passada um decreto no qual ordenava o fim da divisão de famílias, mas no qual estabelece que, a partir de agora, os menores deverão ficar detidos junto com seus pais enquanto estes enfrentam o processo de deportação.

Atualmente, nos Estados Unidos as crianças não podem ser privadas de liberdade durante mais de 20 dias, mas o Executivo de Trump pediu à Justiça que amplie esse limite.

Videgaray, que manterá hoje reuniões na Casa Branca, garantiu que seu governo tem "perguntas" sobre as condições nas quais as crianças serão privadas de liberdade para que possam permanecer ao lado de seus familiares.

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