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Investigado, ex-premier malaio tinha em casa US$ 220 mi em artigos de luxo

27/06/2018 02h50

Bangcoc, 27 jun (EFE).- O ex-primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, investigado por corrupção, guardava em seus apartamentos artigos de luxo e valores entre 900 milhões e 1.1 bilhão de ringgits (cerca de US$ 220 e 273 milhões).

O chefe do Departamento de Investigação de Crimes Comerciais da Polícia (CCID), Amar Singh Ishar Singh, afirmou nesta quarta-feira em entrevista coletiva os efeitos apreendidos pelas autoridades em meia dúzia de propriedades vinculadas a Najib e registradas no mês passado.

"Esta é a maior apreensão na história da Malásia", disse Singh.

De acordo com os dados apresentados pela polícia, mais de 12 mil peças de joalheria (2,8 mil pares de brincos, 2,2 mil anéis, 1,4 mil colares e 14 tiaras, entre outras joias) foram encontradas nos imóveis do ex-primeiro-ministro.

Segundo as autoridades, as joias estão valorizadas em 440 milhões de ringgits (cerca de US$ 109 milhões), embora seu preço no mercado poderia até dobrar, afirmou o policial.

Além disso, 72 bolsas de marcas de luxo, centenas de relógios e óculos de sol e até barras de ouro, foram apreendidas pelas autoridades.

Os agentes também apreenderam moedas de 26 países que alcançam em conjunto os 116 milhões de ringgits (cerca de US$ 29 milhões).

Najib e sua esposa, Rosmah Mansor, serão chamados "em breve" para justificar suas posses, indicou o policial malaio.

A operação policial começou depois que Najib deixou o cargo após perder as eleições do início de maio e que o novo primeiro-ministro, Mahathir Mohamad, proibisse que ele e sua esposa deixassem o país.

Sobre o ex-líder pesam várias suspeitas de corrupção, incluindo o suposto desvio de US$ 681 milhões do fundo estatal 1MDB para suas contas pessoais, revelado por uma reportagem.