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Internacional

Líderes de Etiópia e Eritreia se reunirão "em breve" para normalizar relações

28/06/2018 14h17

Adis Abeba, 28 jun (EFE).- O primeiro-ministro da Etiópia, Abyi Ahmed, e o presidente da Eritreia, Isaias Afeworki, se reunirão "muito em breve" para debater a normalização das relações entre os dois países, afirmou nesta quinta-feira o ministro das Relações Exteriores etíope, Workneh Gebeyehu.

Na terça-feira, uma delegação eritreia liderada pelo titular das Relações Exteriores, Osman Saleh, chegou à Etiópia para começar o diálogo, depois que no começo deste mês Abiy assegurou que aceitaria e aplicaria o acordo de paz assinado entre as duas partes em 2000.

Gebeyehu explicou hoje que a delegação aplainou o terreno para restabelecer a paz entre os dois Estados, informou a rede de televisão privada etíope Fana Broadcasting Corportation (FBC), a fim ao Governo.

A delegação eritreia visitou ontem um parque industrial da cidade sulina de Hawassa, para onde se dirigiu junto a vários ministros do país anfitrião.

Além disso, Abiy anunciou na terça-feira no jantar com a delegação eritreia que a Ethiopian Airlines, uma das maiores companhias aéreas africanas, voltará a realizar voos à Eritreia.

A Eritreia se independentizou da Etiópia em 1993, mas as disputas fronteiriças levaram os dois países a uma guerra entre 1998 e 2000 que causou dezenas de milhares de mortos de ambas as partes.

Os dois países assinaram um acordo de paz em 12 de dezembro de 2000 em Argel, mas ainda está pendente a demarcação definitiva da fronteira comum.

O Acordo de Argel estipula que ambas as partes aceitem a decisão da Comissão de Fronteira da Eritreia e a Etiópia (EEBC, em sua sigla em inglês) como "final e vinculativa".

No entanto, quando esta comissão decidiu conceder à Eritreia a cidade de Badme, epicentro da guerra, a Etiópia se retratou de seu compromisso e o então primeiro-ministro etíope, Meles Zenawi, afirmou que só aceitaria esse sentença "como princípio".

O Acordo de Argel é impopular na Etiópia, onde muitos cidadãos se sentem traídos pelo Governo depois que o país ganhou a guerra com a Eritreia, na qual o próprio Abiy combateu como membro da unidade de radiocomunicação do Exército etíope.

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