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Parentes de tripulação de submarino perdido se acorrentam em Buenos Aires

Em Buenos Aires

28/06/2018 00h07

Familiares dos 44 tripulantes do submarino argentino ARA San Juan, perdido desde novembro do ano passado, se acorrentaram nesta quarta-feira (27) na Praça de Maio, em Buenos Aires, frente à sede do Executivo argentino, para reivindicar que o governo de Mauricio Macri contrate uma empresa para buscar o submersível.

O governo argentino tinha iniciado um processo de licitação, onde foi selecionada a empresa espanhola Igeotest Geosciences, mas, no início do mês, uma advogada argentina entrou com um processo contra a decisão.

"Nos disseram que uma advogada, representante de alguns parentes, apresentou três impugnações e que o último, aparentemente, teve efeito", disse Isabel Polo, parente de um dos marinheiros.

 Com uma barraca ao lado das grades da Praça de Maio, e bandeiras brancas e azuis com fotos dos desaparecidos, os familiares prometeram que permanecerão acorrentados às grades que rodeiam o perímetro mais próximo da Casa Rosada até que o governo resolva a contratação de uma empresa que busque o submarino.

"Já passaram oito meses e realmente não queremos mais mentiras. Queremos ação, que os busquem, que os encontrem e possam chegar à verdade. Nossas vidas estão paralisadas desde o dia 15 de novembro", comentou um parente, que acrescentou que a reunião de ontem aconteceu unicamente pela exigência dos familiares em falar com o ministro da Defesa.

A busca pelo ARA San Juan foi malsucedida nos quase sete meses em que esteve ativa.

Desde então, o submarino continua desaparecido, de modo que os últimos procedimentos do Ministério da Defesa estiveram centrados em contratar uma empresa privada para fornecer dados e material técnico para lançar novas informações.

Veja detalhes do ARA San Juan, submarino argentino desaparecido

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