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Internacional

Partido Comunista das Filipinas rompe diálogo de paz com Governo

28/06/2018 08h36

Manila, 28 jun (EFE).- O Partido Comunista da Filipinas e o seu braço armado, o Novo Exército do Povo (NEP), anunciaram nesta quinta-feira a ruptura definitiva das negociações de paz com o Governo do presidente Rodrigo Duterte, a quem acusa de levar o processo a um "beco sem saída".

"Enquanto ele liderar o Governo, o povo filipino, especialmente os oprimidos e explorados, não podem esperar nenhum benefício de negociar com o regime de Duterte", afirmou em comunicado o fundador do Partido Comunista da Filipinas, Jose Maria Sison, do seu exílio na Holanda.

Estava previsto que as partes se reunissem hoje em Oslo para assinar um acordo provisório de paz, mas Duterte ordenou há duas semanas a suspensão dos contatos durante três meses para revisar todos os pactos fechados até o momento com os comunistas e iniciar um processo de consultas públicas.

O Governo de Duterte tem mantido há dois anos de maneira intermitente em Oslo conversas com a Frente Democrática Nacional da Filipinas, plataforma política que representa no processo de paz várias organizações de esquerda como o Partido Comunista e seu braço armado.

Sison, que se autoexilou na Holanda há três décadas, afirmou que os rebeldes se centrarão agora em expulsar o presidente e em combater as ofensivas militares e policiais em diferentes partes do país "incentivadas pelo regime de Duterte".

"É relativamente mais fácil e produtivo participar da derrocada do movimento Duterte e se preparar para as negociações de paz com o futuro Governo", declarou Sison, de 79 anos.

Sob o mandato de Duterte, que começou em junho de 2016, foram reiniciadas as negociações com a guerrilha e assinado um cessar-fogo em agosto daquele ano que se prolongou até o início de fevereiro de 2017, quando os comunistas o romperam de forma unilateral.

Fundado em 1969, o NEP figura como organização terrorista nas listas dos Estados Unidos e da União Europeia, é uma das guerrilhas comunistas mais antigas da Ásia e conta com cerca de 6.000 combatentes regulares.

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