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Pence encontra presidentes centro-americanos e admite crise migratória

28/06/2018 22h52

Cidade da Guatemala, 28 jun (EFE).- O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, admitiu nesta quinta-feira que seu país enfrenta uma nova crise migratória e afirmou que a maioria dos imigrantes são hondurenhos, salvadorenhos e guatemaltecos.

"O presidente Donald Trump me enviou hoje aqui porque os Estados Unidos enfrentam outra crise migratória", disse Pence à imprensa após uma reunião com os presidentes da Guatemala, Jimmy Morales; Honduras, Juan Orlando Hernández; e El Salvador, Salvador Sánchez Cerén.

Pence afirmou aos governantes do Triângulo Norte da América Central que "infelizmente" a maioria dos migrantes em situação irregular provêm "destes países", e acrescentou que este ano os números são "enormes", uma vez que até o momento mais de 150.000 centro-americanos fizeram esta viagem "tão perigosa" de forma "ilegal".

Segundo Pence, a maior parte deles não está escapando de uma perseguição, e acrescentou que nesta nova onda de imigrantes foram encontrados membros de gangues que estão buscando oportunidades.

"Eu disse aos presidentes que isto tem que terminar. Isto ameaça a segurança dos Estados Unidos e também, como nós respeitamos suas soberanias, suas fronteiras, nós insistimos que os senhores respeitem a nossa", destacou o vice-presidente americano.

Pence admitiu ainda que a situação na fronteira sul do seu país é "mais urgente que no passado" e ressaltou que as medidas tomadas pelos Estados Unidos buscam o melhor para seu povo e para os povos vizinhos.

Entre as sugestões abordadas neste encontro, do qual foram divulgados poucos detalhes, o vice-presidente americano ressaltou a necessidade de fazer campanhas para informar dos perigos e da dureza da viagem, além de ter pedido mais esforços na luta contra a corrupção, os grupos criminosos e as gangues.

Pence, que assegurou que os EUA continuarão recebendo de braços abertos todo aquele que entre de forma legal, lembrou também da necessidade de criar prosperidade e desenvolvimento na região para evitar a migração irregular.

"Se trabalharmos juntos teremos um futuro mais promissor", finalizou.