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Ataque contra quartel da força G5 Sahel deixa ao menos seis mortos

29/06/2018 13h28

Bamaco, 29 jun (EFE).- O quartel-general da força conjunta G5 Sahel no Mali foi alvo na tarde desta sexta-feira de um ataque armado no qual morreram pelo menos seis pessoas e uma dezena ficou ferida, informaram à Agência Efe fontes de segurança local.

Poucas horas depois que do término da oração de sexta-feira, a mais importante da semana para os muçulmanos, ocorreram várias fortes explosões no quartel, situado no bairro administrativo de Sévaré, nos arredores da cidade de Mopti (no centro do país).

Logo em seguida, começou um tiroteio com armas automáticas que obrigou os habitantes do local a permanecer fechados em suas casas durante várias horas à espera do término dos combates.

Nenhum balanço de vítimas foi confirmado até agora pelas autoridades malinesas ou pela Missão da ONU no Norte do Mali (Minusma), e nenhum grupo reivindicou o ataque.

Segundo as fontes consultadas pela Agência Efe, está sendo cogitada a hipótese de se tratar de um atentado suicida, executado por um suicida que teria tentado entrar no quartel com uma bomba.

Hoje mesmo ocorreu um outro ataque em Kidal, no noroeste do país, no qual morreu um "boina azul" da Minusma.

Precisamente ontem, a ONU estendeu por um ano mais o mandato da Minusma, que tem mais de 15 mil soldados militares e policiais e é a missão de paz das Nações Unidas com maior taxa de mortalidade.

O G5 Sahel é uma força militar conjunta integrada por Mali, Níger, Mauritânia, Burkina Faso e Chade que tem como alvo a luta contra o terrorismo jihadista e que, após atravessar uma longa fase embrionárias, começou a aumentar sua atividade nos últimos meses.

O jihadismo castiga o Mali com especial força desde 2012, quando aconteceu um golpe de Estado em Bamaco do qual se aproveitaram grupos tuaregue rebeldes, apoiados por células terroristas, para tomar o controle do norte do país durante dez meses.

Os jihadistas foram teoricamente expulsos em 2013 graças a uma intervenção militar internacional liderada pela França, mas extensas áreas do Mali, sobretudo do norte e do centro, escapam do controle estatal.