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Autor de tiroteio em jornal dos EUA queria matar "todas as pessoas possíveis"

29/06/2018 14h35

Washington, 29 jun (EFE).- Jarrod Ramos, que enfrenta cinco acusações de assassinato pelo tiroteio cometido na quinta-feira em um jornal local de Maryland (EUA), usou uma arma comprada há um ano para realizar a ação com a qual buscava matar "todas as pessoas possíveis", informaram nesta sexta-feira as autoridades.

"O tipo estava lá para matar todas as pessoas possíveis", informou o chefe da polícia do condado de Anne Arundel, Timothy Altomare, em entrevista coletiva realizada em Annapolis, onde está a sede do "Capital Gazette", o jornal que foi alvo do tiroteio.

Altomare esclareceu que, apesar de contar com antecedentes penais, Ramos utilizou uma arma comprada "legalmente há mais ou menos um ano" para executar um massacre no qual morreram cinco pessoas e outras três tiveram que ser atendidas pelos serviços médicos.

Além disso, o chefe de polícia detalhou que em maio de 2013 as autoridades entraram em contato com Ramos por ele ter ameaçado o jornal após a cobertura que o "Capital Gazette" tinha feito de um processo no qual o agora suposto assassino foi condenado por assediar mulheres nas redes sociais.

No entanto, a direção do jornal não quis apresentar acusações então por considerar que poderia "piorar a situação".

Até o momento, Ramos está se negando a colaborar com as autoridades, explicou o policial, por isso que são desconhecidos os motivos que o levaram a cometer o ataque vários anos depois de tal confronto.

No entanto, disse Altomare, as autoridades revistaram nesta quinta-feira o domicílio do suposto assassino e encontraram provas de que o ataque tinha sido planejado.

Segundo destacou o chefe de polícia, Ramos teve que ser identificado graças a um sistema de reconhecimento facial, já que não levava nenhum tipo de identificação consigo no momento de que foi detido e nem foi possível tomar as impressões digitais porque ele as raspou para não ser identificado.

Nestes momentos, Ramos está "detido e sem possibilidade fiança", informou o promotor de Maryland Wes Adams.