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Colômbia confirma que corpos achados em Tumaco são de casal equatoriano

04/07/2018 20h00

Gramado (Colômbia), 4 jul (EFE).- O diretor do Instituto de Medicina Legal da Colômbia, Carlos Valdés, confirmou nesta quarta-feira que os dois corpos achados em uma fossa no departamento de Nariño, no sudoeste do país, correspondem ao casal equatoriano sequestrado no último mês de abril na província fronteiriça de Esmeraldas.

"Confirmamos plenamente com apoio do Corpo Técnico de Investigação a identidade da jovem Katty Velasco Pinargote e de Oscar Villacís Gómez. As identidades foram confirmadas por datiloscopia", afirmou Valdés a jornalistas em Gramado, capital de Nariño, também limítrofe com o Equador.

Os corpos de Velasco e Villacís foram encontrados em uma área de selva do município de Tumaco, uma das regiões mais convulsas da Colômbia pela presença de diferentes grupos armados ilegais e pela proliferação de cultivos de coca.

O diretor do Instituto de Medicina Legal detalhou que depois das autópsias foi possível determinar que o assassinato dos equatorianos aconteceu há aproximadamente dois meses por "múltiplos ferimentos" ocasionados com armas cortantes na altura do pescoço e do tórax.

"A causa da morte é anemia aguda, secundária à lesão produzida por estes cortes nos vasos sanguíneos. A causa da morte é uma morte violenta típica de homicídio", completou Valdés.

As autoridades atribuíram este incidente ao dissidente das Farc Walter Patricio Arizala Vernaza, conhecido como "Guacho", também responsabilizado um mês antes pelo sequestro e posterior assassinato de três integrantes de uma equipe do jornal equatoriano "El Comercio", cujos corpos foram repatriados na semana passada.

O sequestro do casal equatoriano foi informado no último dia 17 de abril pelo governo desse país que divulgou nesse momento um vídeo no qual se vê Velasco e Villacís amarrados e vigiados por homens armados com fuzis.

No vídeo o casal afirma que não tem nada a ver com a situação de ordem pública na fronteira da Colômbia com o Equador e pedem ao presidente desse país, Lenín Moreno, que ajude em sua libertação.