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Trump crê que China poderia estar pressionando Coreia do Norte negativamente

09/07/2018 12h58

Washington, 9 jul (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considerou nesta segunda-feira que a China poderia estar pressionando de forma negativa a Coreia do Norte devido à guerra comercial suscitada com a imposição de tarifas sobre produtos chineses por parte de Washington.

A China "pode estar exercendo uma pressão negativa sobre o acordo devido à nossa posição sobre o comércio Chinês. Espero que não", alertou Trump no Twitter.

Mesmo assim, o presidente americano opinou que o líder norte-coreano, Kim Jong-un, cumprirá o pacto alcançando com os EUA.

"Tenho confiança de que Kim Jong-un honrará o acordo que assinamos e, ainda mais importante, o nosso aperto de mãos. Estabelecemos a desnuclearização da Coreia do Norte", afirmou o presidente dos EUA.

Trump fez essas declarações enquanto o secretário de Estado Mike Pompeo realiza um giro por vários países da Ásia.

Ontem, Pompeo indicou em entrevista coletiva em Tóquio, no Japão, onde chegou procedente da Coreia do Norte, que Pyongyang segue comprometida com sua desnuclearização e aceitou seguir com seu desarmamento.

Além disso, o secretário minimizou as críticas proferidas pelo governo norte-coreano sobre a atitude de Washington durante as negociações.

Um porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da Coreia do Norte, citado pela agência estatal norte-coreana "KCNA", qualificou há dois dias de "lamentável" e "preocupante" a postura dos EUA sobre uma desnuclearização "unilateral", e rotulou de "criminosos" os seus pedidos de um desarmamento "completo, irreversível e verificável".

No dia 12 de junho, Trump e Kim assinaram em uma cúpula histórica em Singapura uma declaração na qual asseguraram que abriria uma nova era de relações bilaterais e na qual o governo norte-coreano se comprometeu a trabalhar pela "desnuclearização total" do regime se os EUA oferecessem garantias de sua sobrevivência.

O documento não apresentou detalhes e, após várias semanas do encontro, o ceticismo e as dúvidas sobre a viabilidade do acordo vêm ganhando força.

Nesse contexto, Pompeo visitou Pyongyang nos dias 6 e 7 de julho e manteve reuniões de várias horas com o general Kim Yong-chol, figura de peso da inteligência norte-coreana, nas quais falaram sobre "construir confiança", sem que tenha transcendido um possível roteiro para a desnuclearização da Coreia do Norte, o objetivo principal da visita.