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Internacional

BM oferece a Mianmar US$ 100 milhões para projetos no estado dos rohingyas

10/07/2018 11h54

Bangcoc, 10 jul (EFE).- O Banco Mundial (BM) ofereceu ao governo de Mianmar US$ 100 milhões para projetos de desenvolvimento no estado de Rakáin, estremecido por uma onda de violência no ano passado que levou mais de 700 mil rohingyas a fugirem para Bangladesh.

A oferta foi feita durante a visita de três dias ao país asiático da vice-presidente para a Ásia Oriental e o Pacífico do BM, Victoria Kwakwa, segundo um comunicado da organização internacional emitido ao término da viagem.

O dinheiro financiaria projetos em Rakáin para criar postos de trabalho, que impulsionem as pequenas e médias empresas e que ofereçam serviços básicos a todas as comunidades, incluindo os membros da minoria rohingya que fugiram para Bangladesh quando puderem retornar aos seus locais de origem.

O BM "apoia, em colaboração com as Nações Unidas e outros parceiros, a criação das condições para o retorno seguro, voluntário e digno dos refugiados", segundo a nota oficial.

Victoria se reuniu durante a visita com autoridades, diplomatas e representantes de agências internacionais.

Em sua reunião com a chefe de fato do governo de Mianmar, a vencedora do Prêmio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, ambas concordaram que é importante estabelecer a paz e oferecer segurança à população como fundamento para o desenvolvimento sustentado e participativo de todas as comunidades do país, segundo a nota oficial.

Há dois dias, a relatora da ONU para os direitos humanos em Mianmar, Yanghee Lee, advertiu em Bangladesh que o retorno dos refugiados rohingyas - considerados apátridas em seu país - irá demorar.

"Não serão repatriados a Mianmar em nenhum momento em um futuro próximo. Por que? Porque a situação em Mianmar não é favorável", admitiu Lee em entrevista coletiva, na qual apresentou as conclusões preliminares das suas visitas a Mianmar e Bangladesh.

Mianmar e Bangladesh assinaram em novembro de 2017 um acordo para a repatriação de membros da minoria rohingya amparados nos campos de refugiados bengaleses, que devia ter começado em janeiro deste ano.

Além disso, a ONU assinou com Mianmar em junho deste ano um acordo para trilhar o caminho para que sejam reconhecidos os direitos desta comunidade, que as autoridades de Mianmar consideram imigrantes bengaleses.

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