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Mãe de autor de massacre de Parkland apoiou filho a comprar arma de fogo

10/07/2018 14h54

Miami, 10 jul (EFE).- Uma comissão que investiga o tiroteio em um colégio de Parkland (Flórida), no qual 17 pessoas morreram, foi informada nesta terça-feira que a mãe adotiva do autor confesso do massacre, Nikolas Cruz, defendeu que seu filho tivesse uma arma, apesar dos especialistas em saúde mental terem se oposto.

O xerife do condado de Pinellas, Bob Gualtieri, presidente da Comissão de Segurança Pública do Colégio Douglas Marjory Stoneman de Parkland, onde aconteceu o tiroteio, disse aos seus membros que Lynda Cruz interferiu nos esforços para dar um tratamento psiquiátrico eficaz ao seu filho de 19 anos.

Segundo Gualtieri, a mãe, que morreu em novembro, três meses antes do massacre, indicou aos conselheiros de saúde mental que se o seu filho quisesse ter uma arma de fogo, poderia adquiri-la.

Sua mãe foi uma "facilitadora" e "contribuiu (para que ocorresse o ataque) significativamente "ao dizer que se seu filho quisesse ter uma arma, deixaria", precisou o xerife, segundo o canal "Local 10 News".

Gualtieri fez estes comentários aos 15 membros que integram a Comissão de Segurança Pública Marjory Stoneman Douglas reunidos para debater, entre outros assuntos, sobre um controverso programa dirigido a prevenir a reincidência de meninos problemáticos.

Cruz foi inscrito no ano 2013 no programa Promise, mas nunca se apresentou ao mesmo.

Os problemas de comportamento de Cruz eram observados desde a infância, segundo o presidente da comissão.

Os conselheiros escolares e terapeutas tiveram pelo menos 140 encontros com Cruz nos anos em que tentaram proporcionar ajuda psicológica, mas sua mãe "frequentemente interferia".

Em 14 de fevereiro Nikolas Cruz matou com um fuzil que tinha adquirido legalmente 17 pessoas, 14 estudantes e três adultos, dessa escola de ensino médio, da qual tinha sido expulso meses antes por faltas disciplinares.