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Equatoriano preso quando entregava pizza em base militar dos EUA é libertado

24/07/2018 21h28

Nova York, 24 jul (EFE).- Preso quando entregava uma pizza em uma base militar dos Estados Unidos, o equatoriano Pablo Villavicencio foi libertado nesta terça-feira após ordem de um tribunal de Nova York após passar 53 dias em um centro de detenção de imigrantes.

"Pablo está livre nesta noite", destacaram no Twitter os advogados da Legal Aid Society, que hoje pediram a liberdade do equatoriano durante uma audiência no distrito sul de Manhattan.

"Finalmente a família dele estará reunida depois dessas horrorosas semanas. Continuaremos apoiando-os para que eles fiquem juntos", indicou a organização Se Hace Camino Nova York, que prestou apoio e assistência legal aos parentes do equatoriano.

Villavicencio, de 35 anos, casado com uma americana de origem colombiana e pai de duas filhas, não estava na audiência que deveria decidir se o caso era de jurisdição do tribunal de Manhattan ou de outro em Nova Jersey, onde o equatoriano estava preso.

O juiz Paul Crotty determinou que Villavicencio fosse libertado imediatamente e afirmou que o equatoriano tem o direito de permanecer no país enquanto aguarda o processo para obtenção de um visto de residência. O pedido foi feito por ele em fevereiro com base no fato de ser casado com uma cidadã americana.

O equatoriano estava detido desde o último dia 1º de junho, quando foi entregar uma pizza na base militar Fort Hamilton, em Nova Jersey. Villavicencio carregava consigo apenas uma identificação de morador da cidade de Nova York, o que não foi suficiente para impedir a prisão, que gerou uma série de protestos.

A situação de Villavicencio também chamou a atenção de políticos. O governador do estado de Nova York, Andrew Cuomo, e o presidente do Conselho Municipal, Corey Johnson, pediram a liberdade do imigrante.

Em 9 de junho, outra juíza do tribunal federal de Manhattan impediu a deportação de Villavicencio, prevista para ocorrer no dia seguinte, mas determinou que ele seguisse preso até que o caso fosse analisado pela corte competente.