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Internacional

EUA pedem à Coreia do Norte observadores em desmantelamento de base militar

24/07/2018 15h58

Washington, 24 jul (EFE).- Os Estados Unidos pediram ao governo do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, que permita a presença de observadores durante o processo para o desmantelamento da base de mísseis de Sohae, no noroeste do país, disse nesta terça-feira o secretário de Estado americano, Mike Pompeo.

"Pressionamos para que houvesse observadores no terreno para quando as instalações de motores (de mísseis) fossem desmanteladas", afirmou Pompeo em entrevista coletiva em Palo Alto (Califórnia), ao lado do secretário de Defesa, James Mattis, e dos ministros de Relações Exteriores e da Defesa da Austrália.

Fotos feitas por satélite e publicadas hoje pelo site especializado "38north" mostram que a Coreia do Norte começou a desmantelar a base de Sohae, onde são fabricados motores para mísseis balísticos intercontinentais (ICBM, na sigla em inglês), aqueles que supostamente têm capacidade para atingir os Estados Unidos.

O processo se desenvolve sem observadores internacionais, de acordo com os veículos de imprensa.

Ao ser perguntado sobre as imagens da base militar, Pompeo disse que as ações da Coreia do Norte são "inteiramente consistentes" com o "compromisso" que Kim formulou ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a histórica cúpula de 12 de junho em Singapura.

Depois dessa reunião, Trump garantiu que Kim tinha lhe prometido que destruiria uma base de testes de motores de mísseis muito em breve, mas não especificou qual poderia ser.

Funcionários do governo dos EUA assinalaram posteriormente Sohae como a base que seria desmantelada.

Em sua reunião, os dois líderes assinaram uma declaração que abre as portas para a desnuclearização da Coreia do Norte em troca de que os EUA concedam garantias para a sua sobrevivência, mas não especifica mecanismos nem prazos concretos para conseguir esses objetivos.

O ceticismo sobre a desnuclearização da Coreia do Norte cresceu desde que veículos de imprensa americanos informaram no fim de junho, citando fontes da inteligência nacional, que esse país continuou enriquecendo urânio após a cúpula, e que estaria tentando esconder boa parte de seu arsenal e reservas dos Estados Unidos.

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