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Benalla lamenta atuação violenta, mas não considera ter traído Macron

25/07/2018 07h51

Paris, 25 jul (EFE).- Alexandre Benalla, antigo chefe de segurança de Emmanuel Macron, "lamenta" sua polêmica atuação violenta contra manifestantes pela crise política que gerou ao presidente francês, mas não acredita que tenha traído o líder do país.

Laurent-Franck Liénard, advogado de Benalla, disse nesta quarta-feira em entrevista à emissora "France Info" que foi "duro" ouvir Macron falar ontem em "traição" para classificar a intervenção de seu antigo funcionário contra manifestantes em 1 de maio enquanto estava como simples observador da polícia.

O advogado reconheceu que Benalla "lamenta ter agido" desta forma levando em conta as consequências que vieram depois. "É um tsunami político e midiático que não tem nada a ver com a realidade dos fatos", em primeiro lugar porque nenhum dos dois membros do casal que foi agredido ficaram feridos.

Mas sobretudo, Liénard contou que se seu cliente "saiu do papel teórico de observador", isso aconteceu porque é "um homem de ação" e decidiu atuar porque a cena de manifestantes atacando os agentes "superou o admissível".

Por isso, afirmou que considera "legítima" essa intervenção já que "todo cidadão tem direito a atuar diante de um delito flagrante".

Benalla falará publicamente nos próximos dias, antecipou o advogado.

Os fatos de 1 de maio dos quais foi protagonista, que desencadearam a maior crise política dos 14 meses de mandato de Macron, foram revelados pelo "Le Monde" através de um vídeo no qual o autor da agressão era o chefe de segurança do chefe do Estado, no último dia 18.

O Palácio do Eliseu, que inicialmente só tinha suspendido o ex-segurança por 15 dias, acabou demitindo Benalla na sexta-feira.

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