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Índia elabora base de dados biométricos de rohingyás para possível deportação

25/07/2018 11h31

Nova Délhi, 25 jul (EFE).- O Governo Central da Índia encarregou aos Estados que elaborem uma lista com os dados biométricos dos rohingyás que fugiram para o país desde Mianmar para deportar os membros desta minoria muçulmana "se for necessário", informou nesta quarta-feira uma fonte oficial.

"O Governo Central enviou uma notificação para identificar os rohingyás, tomar seus dados biométricos e assegurar que não têm nenhum documento que permita pedir a cidadania indiana", explicou hoje o ministro de Interior, Rajnath Singh, durante um discurso na Rajya Sabha, a Câmara Alta do Parlamento.

"Depois de receber o relatório dos Estados, o enviaremos ao Ministério das Relações Exteriores. Então, se for necessário, o ministro das Relações Exteriores iniciará negociações com Bangladesh e Mianmar para que os rohingyás sejam deportados", explicou.

Singh acrescentou que o ministro das Relações Exteriores indiano teve "uma breve conversa" com seu colega de Bangladesh com relação à deportação dos rohingyás, sem precisar a data da reunião.

Quase 700 mil rohingyás fugiram a Bangladesh quando no final de agosto do ano passado o Exército de Mianmar lançou uma operação contra esta minoria em resposta a uma ação insurgente, e o Governo da Índia acusa alguns deles de entrar ilegalmente no país procedente de campos de refugiados bengaleses.

A Índia reforçou suas fronteiras para impedir o ingresso de membros desta comunidade, e iniciou um processo para deportar os cerca de 40 mil que se encontram no país há vários anos alegando motivos de segurança.

No entanto, a deportação foi cautelarmente paralisada pelo Supremo Tribunal, que ainda não se pronunciou sobre a legalidade da causa.