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Malawi começará a investigar casos de prostituição infantil

26/07/2018 09h58

Lilongüe, 26 jul (EFE).- A Defensora do Povo do Malawi, Martha Mwangonde, anunciou que começará a investigar as autoridades locais do país pela "desatenção com meninas de rua" depois que uma ONG denunciou que bares e bordeis obrigavam menores a se prostituir, informam nesta quinta-feira veículos de imprensa locais.

A organização pró-direito das crianças do Malawi Eye of the Child entrou em contato com Mwangonde para pedir que "resgatasse" as meninas em situação de prostituição em um prazo de 21 dias e que considerasse fechar os locais de grandes cidades como a capital, Lilongüe, que abusam das menores.

A Defensora do Povo indicou que não é a primeira queixa com relação a esse assunto e afirmou que, após considerar o assunto, chegou à conclusão que as denúncias são "legítimas" e decidiu iniciar as investigações em agosto.

"Embora as queixas possam afetar as autoridades locais, também haverá outros envolvidos (...) porque queremos conseguir uma legislação corretiva exaustiva", indicou Mwangonde.

A Eye of the Child pediu que todos os chefes dos distritos do país sejam processados por desatenção à infância, algo que viola a Constituição e outras leis a respeito.

O diretor desta organização, Maxwell Matewere, agradeceu Mwangonde por tomar as rédeas no assunto. "É hora que, como nação, assumimos nossa responsabilidade. Recebemos um montão de casos de meninas abusadas durante muito tempo".

As cidades onde mais intensa se tornará a investigação são Lilongüe e os outros dois municípios mais importantes do país, Mzuzu (norte) e Blantyre (sul), onde há áreas nas quais os bares estão cheios de meninas que são obrigadas a se prostituir.