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Ex-diretor do FMI nega acusações de lavagem de dinheiro e crime fiscal

30/07/2018 10h27

Madri, 30 jul (EFE).- O ex-diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) Rodrigo Rato negou nesta segunda-feira diante de um juiz as acusações dos investigadores da Guarda Civil espanhola de lavagem de dinheiro através de sociedades no exterior, já que não cometeu nenhum crime "nem fiscal, nem de outro tipo".

Em declarações à Agência Efe, Rato, que também foi ministro da Economia da Espanha de 1996 a 2004, insistiu que nos últimos meses foi preciso reconhecer que não cometeu fraude fiscal alguma no exterior quando inicialmente "cifravam a quantia em 8,5 milhões de euros".

Rato, que depôs hoje em um tribunal de Madri pelo caso de suposta lavagem através de empresas no exterior, só respondeu a perguntas do seu advogado e criticou o que considera uma "busca constante de qualquer crime" que justifique sua detenção.

Neste caso, o juiz tenta esclarecer se Rato teve sociedades no exterior e utilizou como testas-de-ferro sociedades fiduciárias, sem atividade social conhecida, e cujo fim era fraudar a Fazenda mediante o envio destas de quantias de dinheiro que permaneciam ocultas ao fisco.

Rodrigo Rato, que também foi vice-presidente do Governo espanhol com José María Aznar, já foi condenado a quatro anos e seis meses de prisão por usar cartões não declarados ao fisco durante o seu mandato à frente da entidade bancária Caja Madrid, decisão da qual recorreu no Tribunal Supremo.

O ex-diretor do FMI também foi processado por deturpação contábil e fraude de investidores pela saída à bolsa do Bankia, a entidade resultante da fusão de vários bancos de poupança, entre eles o Caja Madrid, e da qual também foi presidente.