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Internacional

Israel mantém retidos tripulantes estrangeiros da Flotilha da Liberdade

30/07/2018 09h13

Jerusalém, 30 jul (EFE).- Israel mantém sob custódia os estrangeiros que estavam a bordo do navio "Al Awda", interceptado ontem ao tentar romper o bloqueio marítimo da Faixa de Gaza, e liberou dois dos passageiros com cidadania israelense, confirmou nesta segunda-feira à Agência Efe a organização responsável pela Flotilha da Liberdade.

"Recebemos uma mensagem que a israelense residente na Espanha (Zohar Chamberlain) e outro cidadão israelense que estava a bordo (do "Al Awda") foram liberados sem seus pertences, mas não sabemos nada dos outros", explicou à Efe Sandra Barrilaro, porta-voz da organização Rumo a Gaza.

A marinha israelense interceptou ontem uma das três embarcações que participam da chamada Flotilha da Liberdade, por "tentar violar o bloqueio marítimo legítimo imposto na Faixa de Gaza" desde 2007 e transferiu seus ocupantes ao porto de Ashdod, informaram as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês).

Uma porta-voz militar confirmou nesta segunda para a Efe que os passageiros, cidadãos de mais de 16 países, foram transferidos ao Departamento de Imigração onde seus casos estão sendo analisados.

A organização Ruma a Gaza adiantou que espera que os outros dois navios da Flotilha - Freedom (Liberdade) e Falestine (Palestina) - cheguem esta noite ou amanhã ao mesmo ponto onde o Al Awda (O Retorno, em árabe) foi interceptado, a 49 milhas náuticas do litoral.

O navio transportava 22 pessoas, entre elas defensores dos direitos humanos, jornalistas e tripulação, e ajuda humanitária com material médico avaliado em 10 mil euros.

A Flotilha saiu da Escandinávia em meados de maio e, desde então, atracou em 28 portos, como iniciativa de denúncia para que Israel ponha fim a 12 anos de bloqueio sobre a Faixa de Gaza.

A missão diplomática da Palestina na Espanha condenou hoje "nos termos mais enérgicos" a interceptação do navio, que qualificou como "sequestro israelense da flotilha de solidariedade" e como "um ato de pirataria e beligerância que deve ser condenado".

Os ativistas a bordo "são pacíficos e estão desarmados, são defensores dos direitos humanos que navegaram para Gaza para expressar sua solidariedade com os 2 milhões de palestinos que vivem na maior prisão ao ar livre do mundo e evidenciar os crimes de Israel contra os palestinos, entre eles o crime de castigo coletivo e bloqueio", denunciou em comunicado a missão diplomática.

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