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Urnas fecham no Zimbábue em eleição com grande participação popular

30/07/2018 15h46

Harare, 30 jul (EFE).- Os cidadãos do Zimbábue compareceram em peso às urnas nesta segunda-feira para eleger o novo presidente do país na primeira eleição sem Robert Mugabe como candidato.

A maior parte das seções eleitorais fechou às 19h no horário local (14h em Brasília). Algumas delas ainda continuam abertas por causa das longas filas. A lei permite que as urnas nesses locais só sejam fechadas até que a população termine de votar.

A apuração começará 15 minutos depois do fim d votação, de acordo com a imprensa local. A Comissão Eleitoral do Zimbábue (ZEC) divulgará os números de participação ainda nesta noite.

Os resultados de cada seção eleitoral serão enviados para um centro nacional da ZEC na capital do país, Harare. O anúncio dos vencedores do pleito só será feito entre sexta-feira e sábado.

Cerca de 5,6 milhões de eleitores foram convocados às urnas para participar de eleições municipais, legislativas e presidenciais.

O foco está no pleito presidencial, que elegerá democraticamente o primeiro líder do país após a renúncia de Mugabe forçada por um golpe militar em 2017. O ex-presidente permaneceu 37 anos no poder.

Os principais candidatos eram Emmerson Mnangagwa, vice de Mugabe e que assumiu o poder após a renúncia, e Nelson Chamisa, líder da oposição que ganhou o apoio do ex-presidente na disputa.

Após o fechamento das urnas, Mnangagwa pediu nas redes sociais que a população tenha responsabilidade após os resultados.

"Hoje, o Zimbábue experimentou uma bela expressão de liberdade e democracia. Milhares votaram com espírito de tolerância, respeito mútuo e paz. Lembremos que, sem importar em quem votamos, todos somos irmãos e irmãs. Esta terra pertencente a todos", escreveu.

A votação transcorreu com tranquilidade, mas houve lentidão no processo eleitoral devido à grande presença de eleitores. Isso provocou, segundo a missão de observação da União Europeia (UE), muita desorganização em algumas seções.

Chamisa afirmou que os atrasos foram uma "tentativa deliberada de suprimir e frustrar o voto nas zonas urbanas" onde a oposição tem mais apoio do que na região rural.

Não foram registrados incidentes violentos ao longo da jornada eleitoral, algo frequente em outros pleitos.

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