Irã e Coreia do Norte se encontram, e Rouhani diz que 'EUA não são confiávies'

  • Presidência do Irã / Via AP

O presidente do Irã, Hassan Rouhani, disse nesta quarta-feira (8) ao chefe da diplomacia da Coreia do Norte, Ri Yong-ho, em reunião em Teerã, que os Estados Unidos "não são confiáveis", depois que o governo americano voltou a impor sanções sobre a República Islâmica.

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A visita do ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte, que ontem se reuniu com seu equivalente iraniano, Mohammad Javad Zarif, coincide com a entrada em vigor das sanções americanas contra o Irã após a saída dos EUA do acordo nuclear de 2015.

O desempenho da administração dos EUA nestes anos levou o país a ser considerado de pouca confiança por todo o mundo, já que não cumpre com nenhum de seus compromissos

Rouhani, segundo um comunicado da presidência iraniana.

O líder reiterou que a República Islâmica quer "o estabelecimento da paz e da segurança na Península da Coreia" e garantiu que está disposto a "desenvolver e aprofundar as relações com Pyongyang".

"Irã e a Coreia do Norte sempre tiveram pontos de vista próximos e têm se apoiado em muitos assuntos internacionais críticos", disse Rouhani, aludindo às pressões que ambos os países sofreram para desmantelar seus programas nucleares.

Seguindo nessa mesma linha, Ri afirmou que "a política estratégica da Coreia do Norte é aprofundar as relações com a República Islâmica do Irã e enfrentar o unilateralismo".

O diplomata norte-coreano também descreveu a saída dos EUA do acordo nuclear com o Irã e a retomada das sanções como "uma ação incorreta e contrária às normas internacionais".

Além disso, o ministro norte-coreano informou a Rouhani sobre as negociações da Coreia do Norte com os EUA em Singapura e o desenvolvimento da situação na Península Coreana.

Após a retirada dos EUA em maio do pacto nuclear de 2015, as autoridades iranianas advertiram em várias ocasiões a Coreia do Norte para não fazer acordos com Trump.

O presidente americano e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, protagonizaram em junho uma histórica cúpula em Singapura, na qual assinaram uma declaração que abre as portas para a desnuclearização da Coreia do Norte em troca de garantias dos EUA para sua sobrevivência.

No entanto, a declaração não especifica mecanismos nem prazos concretos para conseguir esses objetivos, por isso, pouco a pouco, as expectativas otimistas esfriaram.

O governo americano admitiu ontem que a Coreia do Norte "não deu os passos necessários para se desnuclearizar", o que supõe uma das observações mais sérias feitas por Washington sobre os poucos frutos da cúpula histórica.

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