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Após medidas econômicas de Maduro, Venezuela entra em greve parcial

21/08/2018 14h46

Caracas, 21 ago (EFE).- A Venezuela vive nesta terça-feira uma greve parcial das atividades em protesto contra as medidas econômicas que o governo iniciou, apesar de parte da paralisação ter a ver com a incerteza que existe entre comerciantes e transportadoras que não sabem como devem ficar as decisões.

Desta forma, foi difícil medir o sucesso da convocação feita pela oposição e que o chavismo respondeu com um convite para uma passeata no zona oeste de Caracas em apoio ao presidente, Nicolás Maduro. Muitas lojas que abrem logo cedo estão com as portas fechadas, por outro lado restaurantes estão abertos.

No centro de Caracas, considerado reduto do chavismo e de caráter comercial por excelência, muitos estabelecimentos não abriram de manhã. Nas ruas o fluxo de veículos é moderado. Alguns pontos de ônibus estão cheios, já que representantes do setor não aderiram à greve, mas dizem que a razão de não estarem trabalhando é a diminuição da frota e a confusão na cobrança de tarifas.

Onde sim há filas é nos caixas eletrônicas dos bancos que já têm a nova família de cédulas, após a reconversão monetária que tirou cinco zeros da moeda. A imprensa relata grande movimentação em Lara (oeste), Carabobo (centro) e Monagas (este), por exemplo.

Enquanto o país tenta arrancar novamente, o opositor Frente Amplio Venezuela Libre publicou no Twitter um horário de protestos durante o dia em vários estados.

Embora a oposição tenha convocado a greve para esta terça-feira para "responder" às medidas econômicas que Maduro anunciou na sexta, desde sábado existe um movimento semelhante. A paralisação de atividades de alguns comércios acontece em um dia no qual serão divulgados os preços "justos" de pelo menos 25 produtos.

O dirigente opositor Andrés Velásquez, que convocou a ação junto com os partidos Primeiro Justiça (PJ) e Vontade Popular (VP), indicou em entrevista coletiva que estados como Aragua (centro), Bolívar (sul), Sucre (nordeste) estão "aderindo à greve". Segundo ele, a greve acontece em 60% dos estados "em uns mais, em outros menos".

Valásquez reconheceu que alguns estabelecimentos estavam abertos, mas lembrou que este é apenas o início de uma série de "interrupções escalonadas" para fazer uma grande "greve geral".

O chavismo, por sua vez, marchará no centro de Caracas para apoiar as medidas econômicas do chefe de Estado, entre elas um aumento de salário de até 35 vezes o valor atual e o aumento dos impostos.

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