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Internacional

Milhares de argentinos pedem fim da imunidade e prisão de Cristina Kirchner

21/08/2018 22h51

Buenos Aires, 21 ago (EFE).- Milhares de pessoas foram às ruas de várias cidades da Argentina para pedir que o Senado retire a imunidade da ex-presidente Cristina Kirchner, uma medida que permitiria a prisão da hoje senadora do país, e para defender a aprovação de uma lei que autoriza a Justiça a repassar para o Estado bens e dinheiro obtidos ilicitamente após serem confiscados.

O principal protesto foi organizado em Buenos Aires, capital do país, e apoiado por importantes figuras ligadas ao governo do Mauricio Macri. Os manifestantes cantaram músicas de apoio ao juiz Claudio Bonadio, responsável por investigar vários casos nos quais a ex-presidente é investigada.

O juiz pediu ao Senado o fim do foro privilegiado da ex-presidente, uma solicitação que não deve ser aprovada. Amanhã, porém, os senadores discutem se autorizam que vários imóveis de Cristina sejam alvo de operações de busca e apreensão.

A própria ex-presidente publicou uma carta nas redes sociais hoje pedindo que os colegas de Senado autorizem o pedido de Bonadio.

Outra das exigências dos manifestantes era a aprovação da lei que permite que a Justiça determine como propriedade do Estado bens que tenham origem delitiva, como a corrupção.

O projeto foi apresentado há dois anos pelo Mudemos, partido de Macri, mas não houve avanço nas negociações com a oposição.

"Que nos devolvam o dinheiro", diziam os manifestantes.

O deputado governista Héctor Flores afirmou à Agência Efe que a população mostrou que quer o fim da corrupção. Para o parlamentar, os 12 anos dos governos dos Kirchner - Néstor e Cristina - foram um "terrível problema" para a Argentina.

"Me parece que não tinham uma ideia de governar o país, mas sim queriam saqueá-lo. Todos os criminosos têm que ser presos e também a ex-presidente Cristina Kirchner", afirmou o deputado.

"O que queremos é que o que foi roubado seja devolvido e que não haja amparo nos privilégios. Se ela tem que ir presa, que vá presa como qualquer cidadão", disse uma das manifestantes.

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